Empresário é condenado a mais de 13 anos por matar vizinho após discussão por som alto

Redação

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O empresário Antônio Humia Dorrio, acusado de matar o engenheiro Douglas Junckes, foi condenado a 13 anos de reclusão pelo crime de homicídio simples. Além disso, ele deve cumprir um ano e três meses por posse ilegal de arma de fogo.

Junckes, de 36 anos, foi assassinado a tiros em maio de 2018, no bairro Juvevê, em Curitiba, durante uma discussão, motivada por som alto. O julgamento durou, aproximadamente, 13 horas.

CASO DOUGLAS JUNCKES: COMO O CRIME ACONTECEU?

Conforme a denúncia, em uma tarde de domingo, o engenheiro ouvia música em seu apartamento quando foi chamado pelo vizinho, que estava incomodado com o som alto.

Antônio Humia Dorrio estava armado, e após uma discussão teria feito os quatro disparos fatais contra Douglas Junckes.

Durante a confusão, ele também se feriu. Para a PCPR (Polícia Civil do Paraná), na época do crime, Dorrio afirmou que estava enfrentando problemas de relacionamento com o vizinho há, pelo menos, seis meses.

Antônio foi preso em flagrante no Hospital Cajuru e permaneceu detido preventivamente por 18 dias. Desde então, ele aguardava o julgamento em liberdade.

FAMÍLIA E AMIGOS DE VÍTIMA ESPALHARAM OUTDOORS PELA CIDADE

Na semana passada, antes do júri popular, familiares e amigos do engenheiro Douglas Junckes pagaram a exposição de quatro outdoors em pontos movimentados de Curitiba, como a Rua Alferes Ângelo Sampaio e a Avenida Paraná.

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(Divulgação)

“O objetivo é sensibilizar a comunidade e relembrar o caso para a população que sempre mostrou indignação pelo caso e nunca entendeu porque o acusado não foi preso nem está pagando pelo crime”, afirma Hercilio Junckes, pai da vítima.

A família do catarinense também contestou a versão de que a briga que levou ao assassinato foi causada pelo som alto. Testemunhas do caso, também moradoras do prédio, afirmam que não ouviram nenhum barulho fora do comum antes dos tiros.

“Não conseguimos entender como a Justiça, diante de tantas provas e testemunhos de que o assassino desceu ao apartamento do meu irmão armado com a intenção de usar a arma é considerado legitima defesa. Não houve nenhum relato de barulho”, diz Eduardo Junckes, irmão da vítima.

O QUE A DEFESA DE ANTÔNIO DORRIO DIZ

“A defesa do empresário Antônio Dorrio informa que vai recorrer da decisão do Tribunal do Júri e, ainda, pedir a nulidade do processo por irregularidades ocorridas durante o julgamento e também porque a condenação contraria a prova dos autos”, afirmou a defesa de Antônio Dorrio em nota.

 

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