Júri popular de homem acusado de matar vizinho por som alto acontece no dia 22

Redação

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Está marcado para a próxima segunda-feira (22) o júri popular do caso envolvendo o engenheiro catarinense Douglas Junckes, assassinado a tiros em maio de 2018, no bairro Juvevê, em Curitiba, durante uma discussão supostamente motivada por som alto.

No banco dos réus está o empresário Antônio Huma Dorrio, conhecido como Toninho, que era vizinho da vítima. O Ministério Público do Paraná (MPPR) o acusou de homicídio qualificado por motivo fútil e por posse irregular de arma de fogo.

Conforme a denúncia, em uma tarde de domingo, o engenheiro catarinense ouvia música em seu apartamento. Incomodado com o som alto, o vizinho foi tirar satisfações. O réu estava armado, e após uma discussão teria feito os quatro disparos fatais.

Antônio Huma Dorrio foi preso em flagrante e permaneceu detido preventivamente por 18 dias. Ele aguarda o julgamento em liberdade. O júri popular foi marcado em julho de 2019 pelo juiz Daniel Surdi Avellar, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

FAMÍLIA E AMIGOS DE DOUGLAS JUNCKES ESPALHAM OUTDOORS

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Família e amigos espalham outdoor pedindo justiça por Douglas Junckes (Divulgação)

Na semana passada, na última quarta-feira (10), familiares e amigos do engenheiro Douglas Junckes pagaram a exposição de quatro outdoors em pontos movimentados de Curitiba, como a Rua Alferes Ângelo Sampaio e a Avenida Paraná.

“O objetivo é sensibilizar a comunidade e relembrar o caso para a população que sempre mostrou indignação pelo caso e nunca entendeu porque o acusado não foi preso nem está pagando pelo crime”, afirma Hercilio Junckes, pai da vítima.

A família do catarinense também contesta a versão de que a briga que levou ao assassinato foi causada pelo som alto. Testemunhas do caso, também moradoras do prédio, afirmam que não ouviram nenhum barulho fora do comum antes dos tiros. Elas devem repetir a versão no júri popular.

“Não conseguimos entender como a Justiça, diante de tantas provas e testemunhos de que o assassino desceu ao apartamento do meu irmão armado com a intenção de usar a arma é considerado legitima defesa. Não houve nenhum relato de barulho”, diz Eduardo Junckes, irmão da vítima.

+ RELEMBRE: Homem mata vizinho por conta do som alto em Curitiba

DEFESA DE ANTÔNIO HUMA DORRIO CONTESTA LAUDOS

Em nota, a defesa de Antônio Huma Dorrio, conhecido como Toninho, pontua que o “Tribunal de Justiça do Estado do Paraná afastou as qualificadoras da acusação, reconhecendo, categoricamente, que o som alto não foi o motivo da morte”.

No decorrer do processo, os advogados argumentam que os quatro tiros foram disparados pelo empresário como legítima defesa. Três acertaram a vítima, e um feriu o próprio acusado. Segundo a defesa, havia um histórico de reclamações por som alto.

A defesa também pediu a exumação do corpo de Douglas Junckes para nova perícia. Segundo os advogados uma, controvérsia pericial precisava ser resolvida para esclarecer o que, de fato, aconteceu nos momentos que precederam o crime.

De acordo com o advogado Adriano Bretas, um instituto oficial apontou que a vítima foi baleada na cabeça; outro instituto, não. O que foi apontado textualmente não seria possível atestar pela fotografia anexada ao processo.

A defesa de Antônio Huma Dorrio deve levar essa discussão para o Tribunal do Júri, de forma a plantar essa dúvida entre os jurados. Segundo os advogados, houve uma discussão acalorada que levou a uma luta corporal e uma disputa pela posse da arma.

Na segunda-feira (22), sete pessoas serão sorteadas para formar o Conselho de Sentença, que deverá chegar a uma decisão unânime.

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