Procuradoria pede que avó de Eduarda Shigematsu vá a júri popular

Redação

paraná Eduarda Shigematsu

A Procuradoria Geral de Justiça entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Paraná e pede que a avó de Eduarda Shigematsu, menina de 11 anos encontrada morta no Paraná, vá a júri popular. Eduarda ficou desaparecida por cinco dias e só teve o corpo encontrado após uma denúncia anônima. Ela estava enterrada, com pés e mãos amarrados e um saco plástico no rosto, em um terreno da própria família na cidade de Rolândia, no norte do Estado.

O procurador Milton Riquelme de Macedo, que assina o recurso enviado ao TJ-PR, reconhece que não há provas do envolvimento de Terezinha na morte da neta, mas aponta que a avó agiu com o pai da criança para influenciar as equipes policiais que procuravam por Eduarda durante os dias que esteve desaparecida.

O Tribunal de Justiça deve analisar o recurso da Procuradoria Geral da Justiça na primeira quinzena de novembro.

PAI E AVÓ DE EDUARDA SHIGEMTSU FORAM PRESOS APÓS MORTE DA CRIANÇA NO PARANÁ

O pai de Eduarda, Ricardo Seidi, e a avó paterna, Terezinha Guinaia, foram presos em flagrante. Os dois foram denunciados pelo MP-PR (Ministério Público do Paraná) em junho do ano passado, por homicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica – segundo a polícia, os dois tentaram adulterar a realidade dos fatos para dificultar a investigação.

Terezinha, no entanto, foi solta após 59 dias presa sob suspeita de participação na morte da neta. O MP teve pedido negado pelo TJ-PR para que a senhora de 59 anos voltasse à prisão. De acordo com o o desembargador Clayton Camargo, não há provas concretas contra a avó, que é ré primária, tem bons antecedentes, e sempre teve residência fixa com um trabalho lícito.

Já Ricardo segue preso. Em uma audiência de instrução do processo, ele afirmou que a avó da garota não sabia dos crimes e que mentiu para a mãe sobre o desaparecimento da menina de 11 anos.

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