Caso Fabrizzio: dois são condenados pela morte de fiscal de postos de combustíveis

William Bittar - CBN Curitiba


Patrick Leandro e Matheus Willian Guedes foram condenados, na madrugada desta sexta-feira (13), pela morte de Fabrizzio Machado da Silva, em março de 2017. Os dois foram julgados no Tribunal do Júri de Curitiba.

Além deles, outras duas pessoas também foram acusadas de participação no crime: o empresário Onildo Chaves de Córdova II e Jefferson Rocha da Silva. No caso de Jefferson, ele foi absolvido das acusações.

Já Onildo Córdova II chegou a ser levado ao Tribunal do Júri, mas uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (12), fez com que o julgamento dele fosse adiado.

Patrick Leandro, apontado como o homem que atirou contra Fabrizzio da Silva, foi condenado a 30 anos de prisão. Já Matheus Willian Guedes, foi condenado a 23 anos de prisão.

O CASO FABRIZZIO 

Fabrizzio foi morto a tiros quando chegava em casa, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a morte do fiscal, que era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC), foi encomendada pelo empresário Onildo Chaves de Córdova II, dono de postos de combustíveis.

Onildo teria procurado por Jeferson Rocha da Silva, que indicou Patrick Leandro para cometer o crime. Ele teria recebido uma oferta de R$ 20 mil para matar a vítima. Além deles, Matheus Willian Marcondes Guedes, teria dirigido um dos carros utilizados para cometer o crime.

Dois dias após o assassinato, foi deflagrada a Operação Pane Seca, que fechou nove postos de combustíveis em Curitiba e Região Metropolitana. Segundo a acusação, Onildo seria dono de quatro destes postos e, por isso, seria o mentor do crime.

O advogado Luís Roberto Zagonel, assistente de acusação, afirma que os quatro acusados foram responsáveis pela morte de Fabrizzio. O advogado Adriano Brettas, que defende Onildo Córdova II, diz que ele é mais um inocente sendo julgado. No caso do empresário, uma nova data para o julgamento deve ser marcada.

O advogado Ercio Quaresma, advogado que defende Matheus Guedes, nega que ele seja um dos envolvidos na morte de Fabrizzio da Silva. O advogado de Jefferson Rocha decidiu se manifestar apenas durante o julgamento.

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