Caso Rachel Genofre é concluído pela Polícia Civil após 11 anos

Redação

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O assassinato de Rachel Genofre completou 11 anos em 2019 e nesta quarta-feira (27), teve o seu inquérito concluído pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), que acusou Carlos Eduardo dos Santos dos crimes de tentativa de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado.

O documento final do inquérito tem 12 volumes e cerca de quatro mil páginas, tendo sido entregue nesta quarta-feira à 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba.

A PCPR justificou a denúncia por homicídio triplamente qualificado pelo fato de Santos ter agido de forma cruel, ter impossibilitado a defesa da ofendida e ter cometido o homicídio para assegurar a sua impunidade.

De acordo com o delegado Marcos Fontes, a prisão preventiva de Santos foi expedida porque a avaliação psicológica feita pela Polícia Científica demonstrou que o acusado tem natureza criminosa e, diante dos estímulos sexuais, não conteria a obsessão por crianças e voltaria a praticar crimes

“Representamos pela decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública, pois muito embora o indiciado esteja preso em uma prisão paulista, se colocado em liberdade após o cumprimento da pena voltará a delinquir. Além disso sua manutenção no cárcere assegura a aplicação da lei penal, pelos crimes cometidos no Paraná”, explicou Fontes.

O inquérito ainda apontou que o exame psiquiátrico de Santos mostrou que o acusado pode responder pelos delitos praticados. Atualmente, o suspeito cumpre pena por outros crimes no Presídio 2 de Sorocaba, em São Paulo.

Ao todo, 11 delegados paranaenses trabalharam diretamente no caso e 15 oficiais de forma indireta. Além disso, o caso teve a colaboração das policias dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro e também de órgãos como Polícia Científica do Paraná, Instituto Nacional de Seguro Social, Ministério Público, Justiça, Ministério da Justiça.

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