Caso Rachel Genofre: júri popular de acusado de matar criança é marcado para 12 de maio

Redação

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O júri popular de Carlos Eduardo dos Santos, acusado de matar Rachel Genofre, foi marcado para o dia 12 de maio. O réu será julgado por atentado violento ao pudor, homicídio triplamente qualificado por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, tentativa de estupro e crime para assegurar a impunidade.

Neste dia, serão ouvidas sete testemunhas determinadas pelo MPPR (Ministério Público do Paraná) e três pela defesa do acusado. O caso segue em segredo de Justiça.

Em novembro de 2020, a Juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri da Região Metropolitana da Comarca, determinou que Carlos Eduardo dos Santos fosse a júri popular.

CASO RACHEL GENOFRE FOI CONCLUÍDO PELA POLÍCIA APÓS 11 ANOS DO CRIME

No dia 27 de novembro de 2020, 11 anos após o corpo de Rachel Genofre ser encontrado na Rodoferroviária de Curitiba, o caso foi concluído pela PCPR (Polícia Civil). Carlos Eduardo dos Santos foi identificado como autor do crime apenas em 2019, após um cruzamento no banco de dados das polícias do Paraná, São Paulo e Brasília.

“Ele alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”, contou a  delegada Camila Cecconelo em setembro de 2019.

De acordo com a confissão do acusado, assim que Rachel Genofre chegou no local, ela começou a gritar e reagir. Então, nesse momento Satnos cometeu o ato sexual e matou a menina, de apenas nove anos.

A polícia justificou a denúncia por homicídio triplamente qualificado, em novembro passado, pelo fato de Santos ter agido de forma cruel, ter impossibilitado a defesa da ofendida e ter cometido o homicídio para assegurar a sua impunidade.

“Representamos pela decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública, pois muito embora o indiciado esteja preso em uma prisão paulista, se colocado em liberdade após o cumprimento da pena voltará a delinquir. Além disso sua manutenção no cárcere assegura a aplicação da lei penal, pelos crimes cometidos no Paraná”, explicou o delegado Marcos Fontes na época.

O inquérito ainda apontou que o exame psiquiátrico de Santos mostrou que o acusado pode responder pelos delitos praticados. Atualmente, o suspeito cumpre pena por outros crimes relacionados a estupros de crianças no Presídio 2 de Sorocaba, em São Paulo.

RACHEL GENOFRE SUMIU APÓS SAIR DA ESCOLA, NO CENTRO DE CURITIBA

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola, no centro de Curitiba. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa.

Após dois dias desaparecida, o corpo da criança foi encontrado em uma mala, deixada embaixo de uma escada na Rodoferroviária de Curitiba. Com sinais de estrangulamento e violência sexual, os peritos do IML (Instituto Médico Legal) encontraram a menina esquartejada. As câmeras de vigilância do local não estavam funcionando naquele dia.

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