Caso Renata Muggiati: TJPR mantém júri popular de acusado de matar fisiculturista

Redação e CBN Curitiba

Raphael Suss Marques será julgado por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, além de lesão corporal e fraude processual

Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) decidiram, por unanimidade, que o médico Raphael Suss Marques acusado de matar a fisiculturista Renata Muggiati, em setembro de 2015, deve ir à júri popular. A decisão foi tomada em julgamento virtual realizado nesta quinta-feira (18).

Os desembargadores também negaram o pedido de liberdade provisória feita pelos advogados de Suss Marques. Além disso, foi afastada a qualificadora de recurso de impossibilidade de defesa da vítima.

RAPHAEL SUSS MARQUES VAI A JÚRI POPULAR 

Com a decisão, o médico será julgado por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e condição do sexo feminino (feminicídio), além de lesão corporal e fraude processual.

Durante a sessão de julgamento, o advogado de defesa alegou que a morte decorreu de suicídio. Ele buscou a revogação da prisão preventiva de Suss Marques e a declaração de nulidade de laudos juntados ao processo e da exumação do cadáver. Além disso, pleiteou a impronúncia do réu ou o afastamento de todas as qualificadoras.

Raphael Suss Marques está preso desde fevereiro de 2019, após faltar uma das audiências de instrução do caso e ser flagrado em uma casa de jogos, em Curitiba.

CASO RENATA MUGGIATI

Renata Muggiati morreu na noite de 12 de setembro de 2015. A suspeita é de que ela tenha sido asfixiada pelo então namorado. Segundo denúncia do MPPR (Ministério Público do Paraná), o médico asfixiou a fisiculturista Renata Muggiati e depois jogou o corpo dela pela janela.

Fotos e mensagens enviadas por celular, que constam no processo, reforçam a tese de que ela era vítima constante de agressões.

Foram realizados, ao todo, três exames no corpo de Renata –dois deles apontaram que ela teria sido asfixiada antes de cair pela janela. O último exame, feito após a exumação do corpo, concluiu que a atleta foi morta antes da queda.

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