Caso Tatiane Spitzner: Depoimento de Manvailer deve ficar para 2019

Redação, CBN Curitiba e BandNews FM Curitiba

O interrogatório do professor Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, em julho, será adiado para o próximo ano. Ele seria interrogado na quinta-feira (13), mas a juíza responsável pelo caso, Paola Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, atendeu ao pedido da defesa do réu para que o depoimento seja adiado até a perícia do notebook da vítima e a contraprova do exame anatomopatológico.

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Nos últimos dias, a juíza colheu depoimento de 23 pessoas. Entre elas estavam familiares de Tatiane Spitzner, como o pai, Jorge Spitzner e a irmã da vítima, Luana Spitzner. No dia 25 de janeiro, outras testemunhas do caso serão ouvidas em Curitiba. O interrogatório de Manvailer deve acontecer depois disso, mas a juíza responsável pelo julgamento ainda não definiu a data. Somente após do fim das oitivas, a magistrada irá decidir se o caso irá ou não para júri popular.

Os advogados também solicitaram um prazo de 24 ou 48 horas para entrar com uma petição para manifestar o prejuízo causado pelo transporte do corpo do Instituto Médico-Legal (IML) até a funerária e depois de volta ao IML.


A defesa nega que o professor tenha matado a esposa e alega que ela se jogou da sacada do apartamento onde moravam. O Ministério Público do Paraná sustenta que Manvailer matou Tatiane por esganadura e dois jogou o corpo dela pela sacada para simular um suicídio.

Manvailer responde aos crimes de cárcere privado, fraude processual e homicídio com quatro qualificadoras: asfixia mecânica, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio. Imagens de câmeras de segurança flagraram uma série de agressões contra a vítima, o momento em que Tatiane cai do quarto andar e quando o acusado levou o corpo até o apartamento. Momentos depois ele limpa os vestígios de sangue no corredor. Ele foi preso após bater o carro enquanto tentava fugir para o Paraguai.

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