Caso Tatiane Spitzner: júri de Manvailer pode acabar neste domingo

Redação

Caso Tatiane Spitzner: júri de Manvailer pode acabar neste domingo em Guarapuava

O julgamento de Luiz Felipe Manvailer, acusado de matar a mulher, a advogada Tatiane Spitzner, em 22 de julho de 2018, em Guarapuava, deve terminar neste domingo (9). A expectativa é de que o réu comece a ser ouvido no fórum da cidade com a retomada da sessão do júri ainda pela manhã deste sexto dia de julgamento.

No sábado, os jurados ouviram depoimentos de um médicos e duas vizinhas do casal e de assistentes técnicos da defesa. O médico negou que Tatiane estivesse depressiva (argumento que foi usado pela defesa do marido acusado). Já as vizinhas falaram sobre o barulho que ouviram na madrugada da morte da advogada. Uma delas chegou a dizer que ouviu grito durante a queda, o que indicaria que Tatiane não estava morta quando caiu do apartamento do casal. Mas para a acusação, essa teria sido a única testemunha a citar esse grito.

Os assistentes técnicos da defesa foram as últimas testemunhas chamadas antes da inquirição de Manvailer. Neste domingo, tão logo ele seja ouvido, acusação e defesa farão os debates finais. Depois, os jurados irão se reunir para definir o veredicto.

O júri que irá decidir sobre esse caso de feminicídio está composto por sete homens e nenhuma mulher.

Como morreu Tatiane Spitzner

Tatiane Spitzner foi encontrada morta 22 em julho de 2018, depois de cair do quarto andar do prédio em que morava com Luiz Felipe Manvailer, em Guarapuava, na região central do Paraná. Imagens de câmeras do edifício mostram o casal brigando e Tatiane sendo agredida pelo marido, quando os dois voltavam para casa depois de uma comemoração do aniversário dele em um restaurante da cidade.

Após a morte da mulher, Manvailer fugiu e foi pego pela polícia viajando de carro em direção à fronteira com o Paraguai. Ele nega o crime.  Diz que a mulher caiu durante a discussão. O IML, porém, chegou a emitir um laudo em que afirma que ela morreu por esganadura antes de cair do prédio.

 

Leia também: Caso Tatiane Spitzner: júri ouve médico e vizinhas da vítima

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