Caso Tatiane Spitzner: júri ouve médico e vizinhas da vítima

Redação

Tatiane Spitzner: júri ouve testemunhas. Manvailer deve falar à tarde

Na manhã deste sábado (8), quinto dia do julgamento de Luís Felipe Manvailer, acusado de matar a mulher, a advogada Tatiane Spitzner, em julho de 2018, em Guarapuava, os membros do júri assistiram a depoimentos em vídeo de testemunhas que já haviam sido ouvidas na primeira fase do processo.

O primeiro depoimento do dia no Fórum de Guarapuava foi do médico Rodrigo Crema, que atendia tanto Tatiane como Manvailer. Segundo ele, não havia qualquer sinal clínico de que Tatiane sofria de depressão. Um dos argumentos da defesa de Manvailer é de que a advogada passava por uma fase depressiva e já havia ameaçado se suicidar.

O júri ouviu também a versão de uma vizinha moradora do primeiro andar do prédio do casal, que teria ouvido barulho da briga entre Tatiane e Manvailer na madrugada em que ocorreu a morte da advogada. E uma terceira testemunha que teria ouvido gritos de Tatiane durante a queda do quarto andar do prédio. Segundo o assistente de acusação, Gustavo Scandelari, “essa foi a única testemunha” a dar essa versão. “Cinco vizinhos foram ouvidos e só ela diz isso”, reforçou o advogado da família Spitzner.

Para a tarde deste sábado está previsto o depoimento de assistentes técnicos da defesa de Manvailer. Só depois disso é que deve começar o interrogatório do réu.

Como morreu Tatiane Spitzner

Tatiane Spitzner foi encontrada morta 22 em julho de 2018, depois de cair do quarto andar do prédio em que morava com Luiz Felipe Manvailer, em Guarapuava, na região central do Paraná. Imagens de câmeras do edifício mostram o casal brigando e Tatiane sendo agredida pelo marido, quando os dois voltavam para casa depois de uma comemoração do aniversário dele em um restaurante da cidade.

Após a morte da mulher, Manvailer fugiu e foi pego pela polícia viajando de carro em direção à fronteira com o Paraguai. Ele nega o crime e diz que a mulher caiu  durante a discussão. O IML, porém, chegou a emitir um laudo em que afirma que ela morreu por esganadura antes de cair do prédio.

 

Leia também: Após depoimento de médico legista, defesa de Manvailer muda versão e diz que Tatiane caiu da sacada do apartamento

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