Caso Tatiane Spitzner: Justiça marca júri popular de Manvailer para dezembro

Angelo Sfair

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A 1.ª Vara Criminal de Guarapuava, na região central do Paraná, marcou para os dias 3 e 4 de dezembro o júri popular do professor e biólogo Luis Felipe Manvailer. Ele é acusado de matar a esposa, Tatiane Spitzner, no dia 22 de julho de 2018.

A advogada foi encontrada morta na madrugada, no apartamento onde o casal morava, no centro de Guarapuava. Luis Felipe Manvailer responde por homicídio qualificado, com a qualificadora de feminicídio, e por fraude processual.

A Justiça havia determinado, em julho, que o júri popular do professor e biólogo fosse marcado. Na ocasião, restava a análise de alguns recursos. Sem novos impedimentos, a 1.ª Vara Criminal de Guarapuava decidiu marcar o julgamento para dezembro.

O júri popular de Luis Felipe Manvailer deve começar às 9h do dia 3 de dezembro, no Fórum de Guarapuava. O dia 4 também está reservado para o Caso Tatiane Spitzner. Se houver necessidade, o julgamento pode ser prorrogado pelos dias seguintes.

Na ocasião, o corpo de jurados irá ouvir todas as testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação. Também serão apresentadas as versões das partes – advogados e Ministério Público. Por fim, Luis Felipe Manvailer também poderá apresentar a própria versão dos fatos.

“A família recebe com tranquilidade a notícia de que foi marcado o júri popular de Luis Felipe Manvailer, considerando que a Justiça tem sido muito séria em todas as etapas desse processo. Desde a época da investigação as autoridades têm trabalhado muito, e de forma muito dedica para produzir as provas, para que o processo tenha um andamento rápido”, afirmou o advogado Gustavo Scandelari, que atua como assistente de acusação.

“A família de Tatiane Spitzner deposita nesse julgamento, grande expectativa de que Justiça seja feita com a condenação do réu que está preso e deverá continuar a responder ao processo preso”, concluiu.

Procurada, a defesa de Luis Felipe Manvailer ainda não havia se manifestado oficialmente.

CASO TATIANE SPITZNER

De acordo com a denúncia, Luis Felipe matou a advogada após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional.

O réu foi interrogado em março, mas optou por permanecer em silêncio. Em breve manifestação à Justiça, negou que tenha matado a esposa e afirmou que a família da advogada influenciou testemunhas.

O crime

Tatiane foi encontrada morta no apartamento em que morava com Manvailer no dia 22 de julho de 2018. Um vídeo mostra ela sendo agredida antes de entrar no prédio, no estacionamento, no elevador, e a queda do 4º andar. Depois, o suspeito busca o corpo, leva ao apartamento, limpa os vestígios de sangue no corredor e elevador e foge do local por uma saída alternativa do estacionamento.

Confira imagens da noite:

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