Caso Tatiane Spitzner: TJ mantém júri popular de Manvailer para dezembro, em Guarapuava

Angelo Sfair

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Os desembargadores da 1.ª Câmara Criminal do TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) negaram, nesta quinta-feira (29), um pedido da defesa de Luis Felipe Manvailer para retirar o júri popular de Guarapuava, na região central do Paraná. A defesa argumentava que não poderia haver um julgamento imparcial na cidade onde ocorreram os fatos.

O professor e biólogo é acusado de matar a ex-esposa, Tatiane Spitzner, no dia 22 de julho de 2018. A advogada foi encontrada morta durante a madrugada, no apartamento onde o casal morava, no centro de Guarapuava.

Luis Felipe Manvailer responde por homicídio qualificado (com a qualificadora de feminicídio) e por fraude processual.

A defesa do biólogo argumentou, em sustentação oral, que “não há isenção para que um julgamento imparcial seja realizado na cidade”. Entre os motivos apontados pelos advogados estava, inclusive, o período eleitoral.

“Uma coisa é a bandeira – de todo legítima – de combate à violência de gênero, outra coisa é o processo que está posto em julgamento. Em Guarapuava, a causa e o caso se confundem: a causa de combate à violência de gênero acabou se confundindo com o caso que está sendo posto em julgamento”, disse o defensor.

O argumento não foi acolhido pelos desembargadores da 1.ª Câmara Criminal do TJPR. De acordo com o entendimento do colegiado, o réu deve ser julgado no distrito dos fatos.

“É de regra que o réu seja julgado no distrito da culpa pelos seus pares, os guarapuavanos. Não entendo que o povo de Guarapuava possa ser parcial num julgamento como esse”, observou o desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco, relator do pedido.

O júri popular de Luis Felipe Manvailer está marcado para o dia 3 de dezembro.

*Com informações do TJ-PR

CASO TATIANE SPITZNER

De acordo com a denúncia, Luis Felipe matou a advogada após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional.

O réu foi interrogado em março, mas optou por permanecer em silêncio. Em breve manifestação à Justiça, negou que tenha matado a esposa e afirmou que a família da advogada influenciou testemunhas.

O crime

Tatiane foi encontrada morta no apartamento em que morava com Manvailer no dia 22 de julho de 2018. Um vídeo mostra ela sendo agredida antes de entrar no prédio, no estacionamento, no elevador, e a queda do 4º andar. Depois, o suspeito busca o corpo, leva ao apartamento, limpa os vestígios de sangue no corredor e elevador e foge do local por uma saída alternativa do estacionamento.

Confira imagens da noite:

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