Médica acusada de antecipar morte de pacientes vai a júri popular

Redação

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Inocentada em 2017 da acusação de antecipar a morte de pacientes, a médica Virgínia de Soares de Souza, vai a júri popular. A informação foi confirmada pela defesa da ré.

Por 2 votos a 1, os desembargadores do TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) acataram o pedido do MPPR (Ministério Público), que recorreu contra a negativa do juiz Daniel Surdi Avellar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba.

Em 2019, o próprio TJ aceitou duas novas denúncias contra Virgínia por homicídio qualificado.

Os advogados reafirmam a inocência. “A médica é inocente e em toda a sua carreira tomou decisões baseadas em literatura”, diz a nota assinada por Elias Mattar Assad e Louise Mattar Assad.

“A defesa sempre confiou na Justiça e em todas as provas periciais e testemunhais do processo que indicaram inexistência de fato criminoso e irá recorrer em todas as instâncias”, concluem.

CASO VIRGÍNIA: HOSPITAL EVANGÉLICO

A médica Virgínia de Soares de Souza foi denunciada pelo MPPR em 2013, acusada de antecipar a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico.

Na ocasião, ela e outros sete réus foram absolvidos em primeira instância. O MPPR recorreu.

Nas denúncias mais recentes, a médica é acusada de matar duas pacientes em 2012, também na UTI do Evangélico.

Essas mortes não foram analisadas na ação movida em 2013. Uma das pacientes tinha 35 anos e, a outra, 16 anos. Virgínia teria facilitado a morte das mulheres para liberar leitos.

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