Casos de dengue no Paraná passam de 40 mil

Mariana Ohde


O novo boletim da Secretaria da Saúde, divulgado nesta terça-feira (3), informa a ocorrência de 40.470 casos de dengue no Paraná desde agosto do ano passado. São dois mil casos a mais do que no informe anterior. A situação continua preocupante em Paranaguá, que concentra o maior número de casos (14.644) e mortes (24) pela doença no Paraná. Em segundo lugar, está a cidade de Foz do Iguaçu, com 4.687 casos, no total, e nove óbitos. Nesta semana, o número de mortes por dengue confirmadas no Paraná também aumentou. Com novos óbitos confirmados em Foz do Iguaçu e Cascavel, o estado já registra 42 mortes no período 2015/2016.

O boletim detalha ainda o comportamento das outras duas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Agora, já são 273 casos de zika vírus e 56 de chikungunya. Nenhuma morte causada por estas duas doenças foi identificada.

Queda

Segundo o governo, das 65 cidades paranaenses que já atingiram índices de epidemia de dengue, pelo menos 34 registram uma tendência de queda no número de casos nas últimas cinco semanas. Entre elas estão Londrina e Maringá. Além disso, 13 desses municípios não registraram casos confirmados autóctones neste período.

“Eliminar a água parada é a melhor forma de combater o Aedes aegypti. Sem o criadouro, não há como o mosquito se reproduzir e isso tem impacto direto na redução do número de casos”, afirmou. A avaliação leva em conta a incidência de casos confirmados no período que compreende a última semana de março até a última semana de abril. Os dados são preliminares, mas já apontam que o reforço nas ações de enfrentamento ao mosquito está fazendo a diferença no controle da dengue.

Ainda segundo o governo, os números analisados ainda não trazem a influência do clima na circulação da doença. A queda nas temperaturas, registrada em todo o Paraná na última semana, deve ter reflexo somente nos próximos boletins epidemiológicos da Secretaria da Saúde. “A chegada do frio contribui bastante para as ações de combate à dengue. Não podemos baixar a guarda. É importante que as pessoas intensifiquem o trabalho de vistoria das casas e quintais em busca de criadouros”, recomenda a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

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Repórter no Paraná Portal
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