Cena de guerra, diz delegado após visitar apartamento que sofreu explosão em Curitiba

O delegado da Delegacia de Explosivos Armas e Munições, Adriano Chohfi, definiu como "cena de guerra" o estado do aparta..

Vinicius Cordeiro - 01 de julho de 2019, 17:55

Foto: Colaboração
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O delegado da Delegacia de Explosivos Armas e Munições, Adriano Chohfi, definiu como "cena de guerra" o estado do apartamento que sofreu uma explosão no último sábado (29), em Curitiba. O acidente provocou a morte de um menino de 11 anos e deixou outras três vítimas no hospital - duas delas em estado grave.

"Foi uma explosão de proporções gigantescas, uma cena horrível. O elevador destruído, as portas de vidro do prédio, a parede arremessada em cima do carro... A distância que o menino que foi arremessado... É uma cena de guerra", comentou Chohfi.

O delegado esteve no apartamento nesta segunda-feira (1) acompanhando a perícia responsável pelo caso e o pessoal da segurança do gás do apartamento. Foram verificadas as possibilidades de um vazamento ou algum de produto utilizado na impermeabilização de um sofá ter causado a explosão. Entretanto, não foi constatada nenhum indício.

Por fim, ainda há suspeita de uma mistura entre dois produtos químicos na origem da explosão.

EMPRESA

De acordo com Chohfi, a empresa Impseg - responsável pela impermeabilização do apartamento - pode ser responsabilizada pela tragédia. Além disso, a página da empresa no Facebook foi excluída desde a tragédia.

"Tudo vai depender da investigação. Se houve uma imprudência no manuseio do produto, se não tinha regularidade para aplicação, se a ventilação do apartamento era pequena e o impermeabilizador foi lá e aplicou correndo risco... A empresa pode ser penalizada sim. O caso é muito sério e muito grave", ressaltou Chohfi.

A Polícia segue ouvindo testemunhas e aguardando a análise do material para identificar o produto que era utilizado na impermeabilização. Além disso, a perícia trata o caso como prioridade. "Queremos apresentar as causas da explosão o mais rápido possível", finalizou o delegado.

INTERDIÇÃO

O edifício permanece interditado pela Prefeitura de Curitiba até que um laudo ateste a estabilidade do local. O documento deve ser providenciado pelo próprio condomínio. A seguradora do prédio deve enviar um engenheiro para o local. Entretanto, ainda não há previsão para que o serviço seja concluído.

Até lá, os moradores estão alojados em casas de familiares. A Guarda Municipal faz a segurança do edifício, e apenas moradores acompanhados de bombeiros podem entrar no local.