Cerco em Guarapuava e região pode durar quatro dias, diz PM

As buscas ocorrem nas imediações do distrito de Palmeirinha e por toda a região de acesso à Pitanga e envolvem cerca de 200 policiais.

Redação - 18 de abril de 2022, 12:12

Foto: Divulgação
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O cerco policial em busca da quadrilha envolvida na tentativa de assalto à empresa Proforte, em Guarapuava, na região Central do estado, na noite deste domingo (17), pode durar até quatro dias, de acordo com a Polícia Militar (PMPR). Ao todo, 200 policiais participam da ação.

As forças de segurança do estado, reforçadas por equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, atuam desde a madrugada desta segunda-feira (18) em busca dos cerca de 30 homens fortemente armados que participaram do ataque em Guarapuava. As buscas contam com o apoio de três aeronaves.

"Há policiais por toda a região, o contingente policial foi reforçado por três aeronaves. As equipes estarão mobilizadas nos próximos quatro dias na área rural para capturar os envolvidos", disse o secretário da Segurança Pública do estado, Coronel Romulo Marinho Soares, durante coletiva de imprensa na manhã de hoje (18), em Guarapuava.

De acordo com o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, o ataque ocorrido em Guarapuava se assemelha à outras ações criminosas em outros estados, como o ataque a agências bancárias em Criciúma, Santa Catarina, no fim de 2020, e em Araçatuba, no interior de São Paulo, ano passado.

As buscas ocorrem em áreas de mata nas imediações do distrito de Palmeirinha e por toda a região de acesso à Pitanga. Até o fechamento dessa matéria nenhum dos envolvidos havia sido preso.

"Contamos com o apoio da população para que franqueiem a entrada dos policiais durante as buscas e que em qualquer situação incomum acionem a corporação", completou o Coronel Hudson.

LOGÍSTICA DA QUADRILHA CONTAVA COM CARROS PARA A FUGA E KITS DE SOBREVIVÊNCIA

Os cerca de 30 homens envolvidos na tentativa de assalto à transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, na noite deste domingo (17), contavam com uma logística que envolvia veículos escondidos para facilitar a fuga. Além de fortemente armados, os criminosos também estavam equipados com kits de sobrevivência, com mochilas que levavam itens para socorro médico e mantimentos, de acordo com a Polícia Militar.

Kits de sobrevivência contavam com remédios, mantimentos e até produtos de higiene. Foto: Divulgação/PMPR

"Eles estavam preparados. Bem equipados com mochilas de socorro médico e mantimentos, eles. Alguns deles estão feridos, localizamos marcas de sangue nos veículos abandonados. Eles também tinham carros escondidos para a fuga, em uma ação muito semelhante às ocorridas em outros estados, como em Criciúma e Araçatuba", pontuou o Coronel Hudson Leôncio Teixeira.