Chefes do IML são ouvidos em nova audiência do caso Renata Muggiati

Fernando Garcel


As audiências do caso envolvendo a morte da fisiculturista Renata Muggiati serão retomadas no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, em Curitiba, nesta quarta-feira (23). Serão ouvidas oito testemunhas arroladas pela acusação a partir das 13h30, entre elas os chefes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal (IML), Carlos Alberto Peixoto Baptista e Hemerson Bertassoni Alves.

Outras audiências já estão marcadas para os dias 27 de fevereiro, 27 de março, 24 de abril e 25 de maio.

Neste processo, são réus o então namorado de Renata, o médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a vítima, e os peritos legistas Francisco Moraes Silva e Daniel Colman, que teriam emitido um exame de necropsia com uma conclusão falsa que beneficiaria indevidamente Suss Marques. Segundo a denúncia, os peritos se utilizaram das funções para encobrir a real causa da morte de Renata.

Daniel Colman foi demitido do Instituto Médico-Legal (IML) em junho do ano passado após um processo administrativo interno. Já Francisco Moraes Silva é perito aposentado desde 2003. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), os peritos inseriram o laudo falso no sistema de informações do IML usando um computador de Colman em uma rede de internet sem fio chamada “Francisco WIFI”.

Na época, a delegada Aline Manzato, que atuava na Divisão de Homicídios, ouviu testemunhas que afirmaram que Colman teria vendido o exame à família do médico Raphael Suss Marques para ocultar a participação dele no crime. Segundo depoimentos, o valor pedido pelo médico legista chegaria a R$ 300 mil reais.

O processo ainda está longe de ter uma sentença. Depois de ouvir as testemunhas de acusação e defesa, Raphael Suss Marques será interrogado e então o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher irá decidir se o suspeito irá ou não para júri popular.

A morte de Renata

Renata morreu na noite de 12 de setembro de 2015. A suspeita é de que ela tenha sido asfixiada e atirada da janela do 31º andar pelo namorado. Fotos e mensagens enviadas por celular, que constam no processo, reforçam a tese de que ela era vítima constante de agressões. Raphael Suss Marques foi preso em setembro e, depois, novamente em janeiro. Acabou solto após seis dias, por meio de um habeas corpus. Ele responde ao processo em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele nega o crime e alega que Renata se suicidou.

Foram realizados, ao todo, três exames no corpo de Renata – dois deles apontaram que ela teria sido asfixiada antes de cair pela janela. O último exame, feito após a exumação do corpo, concluiu que a atleta foi morta antes da queda.  O processo corre em segredo de Justiça.

Com informações da BandNews FM Curitiba
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