Rinha em SP era cena de terror, afirma delegado

"Os cachorros mortos eram assados para eles comerem, uma cena totalmente de terror", assim o delegado que comandou a ope..

Ana Cláudia Freire - 16 de dezembro de 2019, 12:12

Divulgação/PCPR
Divulgação/PCPR

"Os cachorros mortos eram assados para eles comerem, uma cena totalmente de terror", assim o delegado que comandou a operação definiu a situação da rinha de cães, em São Paulo.

Ao todo 41 pessoas foram presas pela Polícia Civil do Paraná, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, durante uma rinha de cães em Mairiporã, na Região Metropolitana de SP, na noite deste sábado (14).

Foram presos médicos, veterinários, um policial militar, cinco estrangeiros e vários adolescentes que participam do duelo internacional de cães da raça Pitbull.

Segundo o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente no Paraná, o local da rinha dos cães era muito chocante.

"A gente encontrou uma cena muito chocante, porque no momento que entramos no recinto, estava acontecendo um duelo, com dois cachorros. Tinha um americano, que era o juiz, desesperado para soltar os cachorros, mas ele não conseguia. Então ele começou a bater em um dos cachorros pra tentar soltar. Uma cena de terror, eu que tenho 13 anos de polícia, nunca tinha visto uma situação daquela. Tinha cachorro morto, cachorro machucado, os cachorros mortos eram assados para eles comerem, uma cena totalmente de terror", desabafou o delegado responsável pela operação.

Segundo a Polícia, uma equipe de veterinários acompanhou toda a operação e felizmente nenhum dos animais precisou de eutanásia, embora o estado de saúde deles fosse bastante crítico.

O delegado afirma que havia veterinário no local responsável por "tratar" do cachorro após do duelo para que pudesse voltar para o ringue na mesma noite. Os animais eram estressados pelos veterinários e treinadores, passando por fome e sede durante dias, para terem um melhor desempenho durante a luta.

Os presos foram encaminhamos para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da PCSP e devem responder por associação criminosa, maus-tratos contra animais com agravante de morte e jogo de azar.