Chuvas em Curitiba superam média histórica em janeiro

O volume de chuva em Curitiba durante janeiro ficou acima da média história e ajudou a acabar com o fim do rodízio de abastecimento dde água.

Redação - 01 de fevereiro de 2022, 19:03

Foto: SEDEST
Foto: SEDEST

A chuva em Curitiba bateu a média histórica de janeiro. Foram 194,20 milímetros, valor um pouco acima dos 184,97 mm. 

Segundo um levantamento do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), as chuvas ficaram concentradas na região leste do estado, fazendo com que os reservatórios de água chegassem à 86,05% da sua capacidade total nesta terça-feira.

“Tivemos grandes variações em janeiro. Em cidades como Guaratuba e Curitiba foram mais dias com chuvas e também com chuvas mais expressivas”, diz o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

Além da Capital, outras 12 cidades apresentaram precipitação maior do que esperado: Cambará (+30 mm), Cândido de Abreu (+10 mm), Cascavel (+11 mm), Fernandes Pinheiro (+30 mm), Guaratuba (+77 mm), Paranaguá (+8 mm), Paranavaí (+14 mm), Pinhais (+66 mm), Ponta Grossa (+24 mm), Santo Antônio da Platina (+2 mm), Telêmaco Borba (+8 mm) e União da Vitória (+9 mm).

Já Cornélio Procópio atingiu 167,6 mm ante uma expectativa de 168,3 mm, ou seja, dentro da marca histórica.

CHUVAS PROVOCAM FIM DO RODÍZIO EM CURITIBA E REGIÃO

Um reflexo da volta das chuvas mais intensas foi o fim dos 649 dias de rodízio de abastecimento de água em Curitiba e região metropolitana.

O volume das pancadas permitiram aos reservatórios que compõem o Saic (Sistema de Abastecimento Integrado) ultrapassar o nível médio de 80% da capacidade, marca considerada segura pela companhia.

Atualmente, segundo a Sanepar, o índice é de 86,05%, volume composto pelas barragens do Iraí (96,72%), Passaúna (65,42%), Piraquara 1 (85,18%) e Piraquara 2 (100%). 

OESTE DO PARANÁ SEGUE COM ESTIAGEM

Muitas cidades das regiões Oeste e Noroeste seguem em estado de alerta, se adaptando aos efeitos de seca prolongada.

Em Foz do Iguaçu, por exemplo, o déficit foi de 80 mm. Em Altônia a anomalia foi de 70 mm, seguida por Cianorte (66 mm), Londrina (61 mm) e Umuarama (51 mm).

“Nessas regiões o clima ficou mais seco que, associado a uma temperatura elevada, resultou em uma onda de calor severa”, finaliza Kneib.