Novo ciclone atinge Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina nesta terça

Redação

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Um novo ciclone extratropical vai atingir o Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC) nesta terça (7) e quarta-feira (8), mas terá menos força em relação ao ciclone bomba da semana passada que deixou pelo menos 15 mortos – 13 em SC e um em PR e RS – e milhares de estragos.

A tendência é que o ciclone tenha maior incidência nas terras catarinenses e gaúchas com muita chuva na divisa dos dois estados. Apesar do ciclone não ser considerado “bomba”, existe uma grande preocupação do fenômeno atingir áreas já afetadas. Na quarta, o ciclone se desloca para o litoral, o que aumenta a agitação do mar.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) já emitiu alerta laranja, o que representa perigo, com possibilidades de granizo e alagamentos em todas as regiões de Santa Catarina e boa parte do Rio Grande do Sul. A previsão é que os ventos podem chegar até 100 km/h.

Entretanto, a previsão do Simepar é que as rajadas mais fortes fiquem entre 70km/h e 80 km/h.

“Rajadas de até 70 e 80 km/h podem ocorrer no Sul do país. Esses ventos são condizentes para causar danos, no entanto, bem menores do que foram na semana passada”, alerta meteorologista Lizandro Jacóbsen.

“A quantidade de chuva é um pouco mais alta para Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Paraná, bem menos”, completa.

No sábado (2), o presidente Jair Bolsonaro viajou para Santa Catarina e lamentou a destruição após sobrevoar diversas áreas atingidas.

PARANÁ NÃO SERÁ TÃO AFETADO POR NOVO CICLONE

O ciclone extratropical não terá a mesma intensidade do ciclone bomba da semana passada. A previsão do Simepar é que as rajadas de vento, acompanhadas de raios e chuvas, devem ficar entre 50 km/h (quilômetros por hora) e 60 km/h. Além disso, a região Sul do Estado deve ser a mais afetada.

“O da semana passada se intensificou com mais força, a pressão atmosférica caiu mais rápido. Então ele vai atuar no Rio Grande do Sul e terá algumas consequências aqui no Estado”, alerta o meteorologista Paulo Barbieri.

Na semana passada, o recorde da rajada de ventos foi de 119 km/h em Laranjeiras do Sul. Em Curitiba, o vento chegou a 98km/h.

De acordo com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, o ciclone afetou cerca 27 mil pessoas em 83 municípios. Uma pessoa morreu e outras 11 ficaram feridas. Cerca de 5,3 mil casas foram danificadas e 10 destruídas. Além disso, as quedas de árvores e postes deixaram cerca 1,8 milhão de pessoas sem luz, além de afetar o abastecimento de água. A Copel (Companhia Paranaense de Energia) definiu o ciclone bomba como o pior fenômeno da história do Estado. Nesta segunda-feira (6), mais de 10 mil casas ainda estavam sem luz..

Como de costume, o ciclone ainda antecipa a intensificação do frio. “Temos uma frente fria entre o Rio Grande do Sul e o sul do Paraná. Esse ciclone se forma a partir de hoje e vai forçar essa frente a subir. Entre terça e quarta, essa frente começa a se deslocar e aumenta a instabilidade”, completa Barbieri.

CICLONE: O QUE É E COMO SE PROTEGER

Os ciclones são grandes massas de ar ao redor de um centro de baixa pressão atmosférica que carregam muita umidade e realizam um movimento giratório, deslocando-se de uma região para outra. Nesse cenário, originam chuvas torrenciais e rajadas de vento.

Segundo o Inmet, há três formas de se proteger: não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda) e, caso seja possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Para mais informações, basta ligar à Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193).

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