Após protesto em creche de Maringá, Seduc transfere crianças

Mariana Ohde

As crianças estavam tendo aulas em um prédio improvisado enquanto a CMEI passava por reformas.

Por Eduardo Xavier, Metro Maringá

Após um protesto de pais em frente ao Cmei (Centro Municipal de Educação Infantil) Professora Alba de Araújo da Rocha Loures, ontem de manhã, que vinha funcionando de forma precária e sem certificação de segurança do Corpo de Bombeiros desde março do ano passado, a Seduc (Secretaria Municipal de Educação) decidiu
transferir a partir da próxima segunda-feira os 136 alunos para uma creche no Jardim Cidade Alta.

As crianças estavam na creche improvisada em um imóvel alugado pela prefeitura de Maringá na avenida Arquiteto Nildo Ribeiro da Rocha para que o prédio do Cmei na Rua José Fregadolli, no Jardim Catedral, passasse por reforma e ampliação.

No imóvel de dois andares locado pela prefeitura há fios elétricos expostos, falta de espaço, paredes descascadas, mofo, banheiros precários, pátio descoberto e janelas para a calçada.

“É um local pequeno, não tem espaço para as crianças fazerem atividades. Elas ficam em um local que tem uma escadaria alta, com perigo de queda. A gente pede para voltar para o outro prédio que já está pronto e deveria estar funcionando”, disse Michele Regina, mãe de uma criança matriculada na creche.

A previsão de conclusão das obras era final de 2017. Ontem, cerca de 70 pais protestaram contra o atraso e as condições do imóvel em frente ao prédio do Cmei improvisado.

Ontem, o Conselho Tutelar pediu ao MPE (Ministério Públicos Estadual) a interdição do Cmei por falta de segurança do prédio. “Não há condições das crianças ficarem no local que está em situação precária”, disse o conselheiro Carlos Bonfim.

Bombeiros

Conforme o tenente do CB, Alexandre Bettiol Farelli, a primeira vistoria na creche na avenida Nildo Ribeiro foi feita em abril do ano passado e a segunda 90 dias depois.

A prefeitura foi notificada para fazer os ajustes necessários no imóvel em 30 dias, o que acabou não sendo cumprido. Desta forma, foi gerado automaticamente um certificado de reprovação do prédio.

“Condições mínimas de segurança no momento das vistorias existiam, que seriam placas de sinalização, iluminação e extintores, ainda que de maneira precária. Mas há risco? Com certeza, porque uma edificação que não tem a certificação do Corpo de Bombeiros é porque possui algo irregular e ameaça a integridade física das pessoas”, disse Farelli.

Seduc

Segundo a secretária de Educação, Valkíria Trindade, as crianças serão transferidas hoje para o Cmei Winifred Ethel Netto, no Jardim Cidade Alta, que fica a 1,1 km de distância da creche que está em reforma no Jardim Catedral.

“As obras do Cmei Winifred foram concluídas no final de fevereiro e agora as crianças podem ser transferidas para lá”, afirmou.

A secretária disse há que duas pendências para a entrega da reforma e ampliação de 266 metros quadrados do Cmei Professora Alba de Araújo. Uma é a conclusão do Pscip (Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico) e outra a ligação do padrão de energia pela Copel.

Com mais duas salas de aula, a unidade terá capacidade para 250 alunos. Fiscais do Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná) estavam vistoriando as obras da unidade ontem.

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Repórter no Paraná Portal
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