Prédios históricos de Curitiba recebem projeto antipichação

Lorena Pelanda e Assessoria


Um novo programa de preservação e recuperação de imóveis do Centro Histórico de Curitiba foi lançado ontem (18), pela Prefeitura.

O projeto Rosto da Cidade quer recuperar imóveis em uma área de dois quilômetros quadrados do setor histórico e área central onde se pretende agregar valor e preservar uma série de edificações entregues ao abandono na região. Com investimentos de cerca de R$ 5 milhões, o projeto deverá ser lançado oficialmente em outubro, numa ação em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP), os proprietários de imóveis do centro tradicional e a inciativa privada.

“Este programa é um sonho para mim, para devolver ao rosto sagrado de Curitiba a sua condição de dignidade. É um projeto antipichação e antivandalismo. Xô tranqueira e xô pichador”, afirmou o prefeito Rafael Greca.

  Antipichação

O conjunto de prédios que integram o Conservatório de MPB e o Solar dos Guimarães fará parte de primeira fase do Rosto da Cidade, na qual quatorze imóveis públicos municipais receberão nova pintura. Para o prefeito, a pichação é uma apropriação indébita do rosto da cidade.

“Os jovens têm espaço para se expressar em galerias de arte e demais espaços da cultura, com locais para o grafite. Não tem cabimento destruir imóveis públicos e privados. Vamos combater isso usando a tecnologia antipichação”, disse.

O projeto terá quatro etapas previstas. “A ideia é começar pelos prédios da Prefeitura e igrejas históricas e depois avançar em edificações particulares, a partir de convênio com proprietários a ser costurado pela Procuradoria do Município”, explicou o prefeito.

Na opinião do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Serginho do Posto, o Rosto da Cidade simboliza mais uma ação positiva da Prefeitura. “É uma demonstração de zelo para com a cidade e o patrimônio histórico que faz parte da alma de Curitiba. Desejamos que o projeto possa expandir com o apoio de parceiros e que todos os curitibanos possam contribuir”, afirmou.

O responsável pela tecnologia antipichação que é aplicada por sobre a tinta, Fabiano Polak, lembrou que o Paço Municipal, as praças Espanha e Afonso Botelho já contam com a proteção do material impermeabilizante, num total de nove endereços públicos da cidade. “É um sistema de proteção do patrimônio contra poluição, pichações, infiltração, urina e vandalismo”, explicou.

(Crédito: Levy Ferreira/SMCS)

Etapas

A segunda etapa do Projeto Rosto da Cidade compreende o Largo da Ordem, desde a Rua João Manoel (Praça João Cândido) até a Rua Barão do Serro Azul; e a Rua São Francisco, desde a Rua Barão do Serro Azul até a Rua Presidente Farias. A recuperação do pavimento da Rua São Francisco integra o projeto e deve ter início no primeiro trimestre do ano que vem.

A terceira etapa envolve as Praças Tiradentes, Borges de Macedo e Generoso Marques; a quarta etapa será o eixo entre as Ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo e a quinta etapa a Rua Trajano Reis, desde o Setor Histórico até a Praça do Gaúcho.

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Coordenadora de jornalismo da rádio BandNews FM Curitiba
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