Seis cidades do noroeste do Paraná não têm mais leitos de UTI para covid-19

Vinicius Cordeiro

covid-19: novo boletim estadual

Seis cidades da região noroeste do Paraná não têm mais leitos de UTI da rede pública para atender pacientes com confirmação ou suspeita de covid-19. São elas: Umuarama, Paranavaí, Campo Mourão, Cianorte, Goioerê e Colorado. Os dados constam no painel da transparência da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

Segundo o balanço, apenas Maringá e Sarandi têm vagas disponíveis. Ou seja, seis das oito cidades da região noroeste que oferecem atendimento público para coronavírus chegaram no limite da capacidade.

Umuarama está com a situação mais crítica, com lotação máxima nos três hospitais que atendem pela rede pública. Os hospitais Uopeccan Umuarama e Cemil estão com todos os leitos ocupados, inclusive os de enfermaria. O Instituto Nossa Senhora Aparecida tem apenas um leito enfermaria vago. Ou seja, dos 36 leitos existentes, 35 estão ocupados.

Maringá, a maior cidade da macrorregião noroeste do Paraná, têm um (Hospital e Maternidade Santa Rita) dos seus quatro hospitais sem vagas de UTI.

O Hospital Universitário Regional de Maringá tem 75% das UTIs e 53% das enfermarias ocupadas enquanto o Hospital Municipal Thelma Vil tem 84% de ocupação das UTIs e 50% dos leitos enfermaria.

Por fim, o Hospital e Maternidade Maria Auxiliadora ainda possui três das cinco UTIs vagas e seis leitos de enfermaria disponíveis. Esse é o único hospital com vagas pediátricas. As cinco UTIs para crianças estão vagas, mas os outros cinco leitos de enfermaria estão ocupados.

CORONAVÍRUS NO PARANÁ: REGIÕES NOROESTE E LESTE (CURITIBA) TÊM PIORES SITUAÇÕES

A macrorregião (como é classificada pelo governo estadual) noroeste tem 85% de ocupação dos leitos de UTI. Das 136 vagas existentes, restam 21 livres. Apenas a macrorregião leste, que engloba Curitiba, têm índice maior (93%). São 623 UTIs existentes e 46 livres.

De acordo com o boletim da Sesa, o Paraná acumula 6.188 mortes e 285.837 casos confirmados desde o início da pandemia, em março.

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