Cobrança de taxas de personal trainer em academias causa debate em audiência pública

Jordana Martinez


A queda de braço entre os donos de academias e profissionais que trabalham como personal  trainer  virou tema de uma audiência Pública na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta quarta-feira (18).

O projeto de lei nº 861/2015, do deputado Felipe Francischini (SD) garante o direito dos alunos de contratar personal trainer e usar as dependências dos estabelecimentos sem pagar taxas extras. Os valores variam entre 15 e 30 reais a hora/aula.

O personal Luciano Rodrigues, que participou da audiência junto com um grupo de profissionais de educação física, não acha justo que as academias lucrem sobre o trabalho dos personais: “a presença não onera a academia em nada, não tem cabimento o personal pagar pela estrutura, luz, água, sendo que o aluno já paga mensalidade”, argumentou.

 

Já as academias defendem a liberdade da cobrança. O ex-nadador olímpico e sócio-fundador da academia Gustavo Borges, Renato Ramalho, argumenta que em uma escola de natação a atuação dos profissionais gera custos sim: “ele precisa entrar na piscina, tomar banho, usar o vestiário, usar o armário, ele usa os espaços e gera custos”, rebateu.

O presidente da Comissão de Esportes da Alep, o deputado Ribas Carli, PSDB, pretende ajustar o projeto de lei de forma a regulamentar a cobrança sem que ninguém seja prejudicado: “que saia um projeto que venha a beneficiar os dois lados, com pontos positivos para todos os envolvidos”, concluiu.

 

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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