Colapso está anunciado se não pararem de aglomerar, diz prefeito de Maringá

Redação

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Ulisses Maia, prefeito de Maringá, fez mais um desabafo sobre as frequentes aglomerações registradas na região norte do Paraná. Em entrevista à Rádio CBN Maringá, ele avaliou que apenas uma semana de lockdown pode não ser suficiente para evitar o colapso do sistema de Saúde.

“As pessoas precisam se conscientizar de que estamos no pior momento desde começou a pandemia. Se as pessoas não pararem de aglomerar, manter distanciamento e usar a máscara, o colapso está anunciado”, disse ele.

De acordo com Maia, o lockdown decretado pelo governo estadual é importante para impactar mais sobre as pessoas. No entanto, ressalta que é preciso ver qual será a análise dos números da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) ao fim do período de vigência do decreto para saber quais medidas.

“Esse lockdown que o governo do Estado contribui, sem dúvida nenhuma, mas não sei se será de apenas uma semana. A gente não sabe mais o que fazer para que uma parte das pessoas cumpra as medidas de segurança. Continuamos recebendo denúncias de festas, de locais fechados com as pessoas dentro. Então as pessoas precisam entender que estamos em um caos”, completou.

Segundo o prefeito, Maringá não sofre com problemas de espaços físicos e por isso hospitais de campanha não são necessários. “O problema é profissional da Saúde, não há suficiente para atender [a alta demanda]. A prefeitura não está fazendo o possível, que é obrigação. Já estamos no impossível, no limite máximo”, finalizou Ulisses Maia.

O boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) aponta que Maringá acumula 32.326 casos e 452 mortes por coronavírus.

Vale lembrar que o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou que o Paraná estava em colapso iminente na semana passada. Hoje, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do SUS exclusivos para Covid-19 é de 92%. O indicador é superior a 90% nas macrorregiões leste (93%) e oeste (97%). A região oeste registra 88% de ocupação, enquanto a região norte tem 84% de ocupação.

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