Com atraso, reajuste das tarifas chega nos próximos dias às praças de pedágio

Cristina Seciuk - CBN Curitiba


Os motoristas que viajam pelas rodovias do Anel de Integração devem estar preparados: apesar de o preço cobrado nas praças de pedágio não ter subido no último sábado, dia 1º de dezembro, conforme previsto nos contratos, o reajuste para a maioria dos trechos deve ser confirmado ainda esta semana. A informação é do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

A previsão contratual é de que as concessionárias das rodovias encaminhem os seus cálculos com o índice de reajuste tarifário pretendido para o DER, que tem prazo de cinco dias úteis para conferir os números e finalizar os estudos técnicos. Trâmite vencido, o processo avança para a Agência Reguladora do Paraná (Agepar), responsável por homologar os novos valores.

Segundo o DER, as seis concessionárias de pedágio do Anel de Integração enviaram os pedidos, mas com fora do período esperado, e – por isso – sem tempo hábil para que os preços revisados seguissem para homologação e passassem a valer no dia fixado em contrato. A demora foi provocada por um atraso na publicação dos índices utilizados para o cálculo por parte da Fundação Getúlio Vargas.

Superado o contratempo, o prazo para a homologação no fim: em nota, o DER informou que concluiu a análise técnica dos cálculos da Ecocataratas, Ecovia, Viapar eRodonorte; destacou, ainda, que os processos devem ser homologados no máximo até esta terça (04).

Além dessas empresas que tiveram pedidos remetidos à Agepar, as concessionárias Caminhos do Paraná e Econorte também enviaram a documentação, mas o Departamento de Estradas de Rodagem detectou inconsistências e devolveu os pedidos para ajustes. Nos dois casos, o prazo de cinco dias úteis para análise e homologação começará a contar apenas depois da data de protocolo do cálculo correto. Enquanto isso, seguem valendo os valores atualmente vigentes.

Segundo a Agepar, nenhum pedido foi recebido até o final da tarde desta segunda-feira (03). Não há informação sobre os novos valores, sobre quando eles passam a ser cobrados nas praças de pedágio e tampouco se pode haver algum tipo de compensação retroativa aos dias com defasagem de receita.

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