Com três novos casos, Paraná chega a sete registros da variante delta

Redação

3 novos casos da variante delta no paraná

A Sesa-PR (Secretaria Estadual da Saúde do Paraná) informou nesta sexta-feira (9) que mais três casos da variante delta foram confirmados na tarde desta quinta no Estado. Em todos, foi feito o  sequenciamento genômico do vírus pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Agora, o estado registra sete casos da delta.

Segundo a Sesa, os três novos registros da variante delta são de Francisco Beltrão, na 8ª Regional de Saúde; de Mandaguari, na área da 15ª Regional de Saúde, de Maringá; e de Rolândia, na 17ª Regional de Saúde, de Londrina. Os outros quatro casos confirmados anteriormente são de um mesmo núcleo, todos do município de Apucarana (Vale do Ivaí). Desses anteriores, dois morreram e dois seguem em monitoramento domiciliar.

Em Francisco Beltrão, a variante delta foi encontrada no exame de um homem de 60 anos que começou a ter sintomas do dia 10 de junho. Esse homem fez exame de RT-PCR, precisou de internamento com suporte ventilatório e teve alta em 18 de junho. Agora, ele continua com monitoramento clínico em casa. Em Mandaguari, o paciente é um homem de 28 anos. Ele teve sintomas e foi internado no início de abril. Chegou a ter alta, mas acabou voltando ao hospital em junho. O quadro se agravou, ele precisou de intubação e acabou morrendo em 29 de junho. Já em Rolândia o caso é de uma mulher de 59 anos, que chegou a ser internada, precisou de oxigênio, mas já teve alta e desde 12 de junho segue com monitoramento.

Apesar de já serem sete os casos confirmados da variante delta do coronavírus no Paraná, a Sesa diz que ainda não existe a caracterização de transmissão comunitária: os quatro primeiros pertencem ao mesmo grupo e de contatos próximos e os três novos são de diferentes municípios, podendo ser “isolados”, diz a informação veiculada pela Agência Estadual de Notícias.

 

INVESTIGAÇÃO AMPLIADA DA VARIANTE DELTA NO ESTADO, COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE

Com esses novos casos, uma equipe do Ministério da Saúde chegou nesta sexta ao Paraná. Essa equipe vai ajudar em uma investigação ampliada dos casos confirmados da variante delta em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. A decisão de expandir a investigação foi tomada nesta quinta.

“Mesmo sem a transmissão comunitária, vamos ampliar a investigação, e para isso contaremos com o apoio técnico de uma equipe de cinco profissionais do Ministério da Saúde, do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Unico de Saúde (EpiSUS) que, junto com nossas equipes regionais e municipais, estarão nesses quatro municípios realizando novos rastreamentos”, disse o secretário Beto Preto.

“A vigilância neste momento é fundamental para nos apontar a presença e a prevalência das variantes. Não existe situação para pânico da população, trata-se de uma investigação para efeito epidemiológico, e não de diagnóstico. Este trabalho é fundamental para outras ações posteriores de saúde pública”, acrescentou.

As equipes do EpiSUS e da Secretaria pretendem, a partir da chegada às cidades, investigar as redes de contatos dos casos confirmados. O trabalho envolverá atividades de campo e de pesquisa junto às secretarias municipais de Saúde. “O resultado possibilitará a avaliação do cenário epidemiológico da variante delta, considerada de atenção para a saúde”, afirmou a chefe da Vigilância Epidemiológica da Sesa, Rosana Piler.

Além do trabalho de campo, o Laboratório Central do Estado (Lacen) continuará enviando quinzenalmente amostras para investigação e monitoramento das cepas circulantes no Paraná. A seleção é feita de forma aleatória e cumpre critérios técnicos e epidemiológicos.

 

MEDIDAS PREVENTIVAS DEVEM SER MANTIDAS

Beto Preto diz que, mesmo com o avanço da vacinação, as medidas preventivas são as melhores aliadas. “Precisamos mantar o distanciamento social, uso de máscara e higienização frequente das mãos. Além disso todos precisam ficar atentos ao calendário da vacinação contra a covid-19. Estamos vacinando a população em geral, e em muitas cidades a faixa etária já atinge idades inferiores a 40 anos. Então é preciso acompanhar a divulgação municipal e ir até a unidade para receber a vacina”, disse.

 

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