Começaram as desapropriações da Faixa de Infraestrutura do litoral

Lucian Pichetti - CBN Curitiba


A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (SEIL) confirmou que já começaram as negociações para as desapropriações de terrenos ao logo do trajeto da futura Faixa de Infraestrutura, em Pontal do Paraná, no Litoral.

A pasta informa que não há prazo para isso e que o custo deve girar em torno de R$ 20 milhões. É uma estimativa, já que não há como saber se os proprietários vão aceitar os valores propostos pelo governo. Ao todo são 2.586.536 metros quadrados (dois milhões, quinhentos e oitenta e seis mil e 536 metros quadrados)

Algumas áreas devem ser doadas ao Estado.

O projeto está em fase de licitação. Com teto de R$ 270,4 milhões, as propostas de preços serão abertas em maio, pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). A nova rodovia vai ser paralela à PR-412, com quase 20 quilômetros de extensão e ampliação de um canal de macrodrenagem de cerca de 15 quilômetros. A faixa vai ter 135 metros de largura.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a obra vai resolver problemas da região.

“Problemas históricos que quem mora ali, quem frequenta o litoral percebe os congestionamento. É uma via que divide a cidade, ônibus escolar, pedestres, crianças saindo da escola e os alagamentos. Outro problema histórico é a questão dos alagamentos, nesse projeto o canal também será reativado com o objetivo de reduzir essas cheias, as enchentes, que tem um transtorno grande”, afirmou.

Mais de 20 ONGs e entidades ligadas à preservação ambiental encabeçam uma campanha contrária à construção da Faixa de Infraestrutura, no litoral.

Para os ambientalistas, o projeto do Governo do Estado tem potencial para destruir cinco milhões de metros quadrados de Mata Atlântica e prioriza interesses privados para a construção de um novo porto, em Pontal do Paraná.

O diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges, afirma que apesar dos impactos sociais e ambientais, a obra vai sair do papel com ajuda da pressa do governo.

“Não tem relação com o interesse público. Precisamos discutir isso mais e entendermos que sem ter uma posição definitiva de sim ou não é necessário um aprofundamento da discussão. Parece que esse não é um comportamento desejável pelo governo. Ou nós vamos ter atividade de turismo e desenvolvimento socioeconômico compatível com industria limpa ou vamos ter um segundo Porto de Paranaguá cobrindo de piche e poluição o litoral do Paraná”, afirmou.

As estruturas devem custar cerca de R$ 370 milhões e vão cortar 50 hectares de mata preservada, dando acesso ao um novo porto privado a ser construído em Pontal, bem em frente à Ilha do Mel.

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