Condenações por importação ilegal de anabolizantes somam mais de 500 anos

Francielly Azevedo


A Justiça Federal de Paranavaí, no noroeste do Paraná, já condenou 50 pessoas no âmbito da Operação Celeno. Somadas, as penas chegam a 553 anos de reclusão. Entre os condenados estão líderes de quatro grandes organizações criminosas envolvidas no maior esquema de importação de anabolizantes e eletrônicos por meio aéreo no Brasil, conforme o Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o MPF, também já foram decretados os perdimentos de 12 aeronaves, 63 automóveis e 26 imóveis, além de quantias em dinheiro, joias, eletrônicos e cavalos de raça. O valor mínimo da reparação de danos à União chega mais de R$ 116 milhões.

Os grupos agiam no Paraguai e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Durante as investigações foi constatado que as organizações, quase que diariamente, conduziam aeronaves de Salto Del Guairá, no Paraguai, até pistas clandestinas no interior de São Paulo.

As mercadorias eram encaminhadas para entrepostos de armazenamento, de onde eram transportadas por caminhões até os destinatários finais. Os processos que tramitam na Justiça Federal narram a realização de 585 voos clandestinos, e também a prática dos crimes de organização criminosa internacional e de favorecimento real.

Em 26 de outubro de 2015, o caso ganhou repercussão nacional quando uma das aeronaves foi forçada a pousar no Aeroporto Edu Chaves, em Paranavaí, depois de ser alvejada pela Força Aérea Brasileira (FAB), quando retornava ao Paraguai. Cada uma dessas aeronaves levava cerca de 600 quilos em mercadorias, num valor estimado de US$ 500 mil por frete.

Os responsáveis pelos fretes aéreos eram contratados por agenciadores baseados em Foz do Iguaçu (PR) e em cidades do Paraguai. Parte da comercialização dessas mercadorias acontecia em empresas dos próprios líderes das organizações criminosas, estabelecidas em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo e também na capital paulista.

As investigações da Polícia Federal (PF)  apontam que a quadrilha movimentava cerca de R$ 3 bilhões por ano em mercadorias trazidas clandestinamente para o país.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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