Paraná tem 5 mil condenados incluídos no banco de DNA

Metro Jornal Curitiba

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Cerca de 5 mil condenados por crimes hediondos ou dolosos contra a vida ou crimes sexuais já tiveram seu perfil genético incluído no BNPG (Banco Nacional de Perfis Genéticos), conhecido como banco do DNA, no Paraná. Os dados podem ter ajudado a elucidar a morte de Rachel Genofre, de 9 anos, em 2008, como anunciou a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná na semana passada.

Criado por uma lei federal de maio de 2012, atualmente o BNPG tem dados genéticos de aproximadamente 28 mil condenados no país, mas o Ministério da Justiça e da Segurança Pública estima que 137 mil presos se encaixam no perfil. A meta é terminar este ano com 65 mil inscritos e o governo federal investiu R$ 9 milhões em materiais de coleta em todo o país.

A identificação do suposto assassino de Rachel Genofre (cujo corpo foi encontrado em uma mala da Rodoferroviária de Curitiba) foi possível ao cruzar o material genético encontrado no corpo da vítima com os dados do suspeito, colhidos neste ano pela Secretaria da Segurança de São Paulo. Pelo menos dois outros casos de violência sexual (em um deles a vítima foi morta) no Paraná já foram solucionados com a utilização da base de dados.

Em abril de 2016, a polícia identificou o responsável por estuprar um adolescente em 2009, no bairro Umbará. Ele estava preso por estupro e atentado ao pudor e teve o material genético colhido naquele ano. Outro caso foi solucionado neste ano, em Santa Catarina. Os dados de um condenado por estupro no estado vizinho foram inseridos no sistema em 2013 e chegou-se à conclusão que ele tinha matado Aparecida de Fátima Queiroz, em Curitiba, em 2010. Os dados genéticos eram os mesmos colhidos pela polícia paranaense no local do crime.

A Polícia Civil aguarda a transferência do suspeito de matar Rachel Genofre para Curitiba, mas o delegado-geral adjunto, Riad Farhat, não tem dúvida que ele cometeu o crime. “O Instituto de Criminalística de São Paulo, através da coleta dos dados genéticos desse acusado, jogou no software nacional e acusou positivo para o caso da Rachel”. No Paraná, o banco de DNA foi instituído em 2013, mas em 2000 o estado já havia criado um arquivo com 900 amostras

NÚMEROS

  • 137 mil – É o número de presos condenados com perfil para integrar a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, estima o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
  • 28 mil – Condenados por crimes dolosos contra a vida e crimes sexuais já estão cadastrados no banco em todo o país.
  • 825 – Investigações de crimes contra a vida, crimes sexuais e relacionadas ao crime organizado já utilizaram os dados do banco no Brasil.
  • 20 – Laboratórios estão integrados ao banco, da Polícia Federal e da Polícia Civil em 18 estados, além do Distrito Federal.

 

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