Após reclamações, Controladoria-Geral do Estado inicia inspeções no ferry-boat de Guaratuba

Grasiani Jacomini - CBN Curitiba

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Após mais de 150 reclamações e denúncias registradas por usuários do ferry-boat em Guaratuba, no Litoral do Paraná, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) realizou inspeções no serviço neste último fim de semana.

De acordo com o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, o objetivo era verificar o cumprimento das cláusulas contratuais pela empresa que assumiu o serviço em abril. Ele destaca que nestes dias o tempo de travessia estava dentro da normalidade, diferente de outros, quando a demora chegou a quatro horas.

Conforme o termo de referência que orientou a licitação, a duração máxima da travessia deve ficar em até 22 minutos na alta temporada e 32 minutos na baixa temporada. O controlador-geral esclarece que as inspeções não poderiam ser feitas antes do tempo de teste da nova empresa, que finalizou em julho.

“O contrato previa um prazo e adequação do serviço e esse prazo se encerrou em julho. Desde abril a gente vinha monitorando para alertar a empresa que ela já deveria estar ciente de todas as dificuldades e com o término do prazo, nossas fiscalizações se intensificaram”, explicou Siqueira.

Outras inspeções, em dias a serem definidos, serão feitas para acompanhar a prestação do serviço e o grau de satisfação da população. Em 14 de julho, a Prefeitura de Guaratuba chegou a decretar estado de calamidade pública, em razão das complicações no ferry-boat.

No mesmo dia a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Paraná, interditou um dos três ferry-boats e um conjunto rebocador/balsa utilizados na travessia entre Guaratuba e Matinhos.

Dias antes, uma falha mecânica deixou uma das balsas à deriva na Baía de Guaratuba por aproximadamente 45 minutos, causando medo nos passageiros e uma fila de veículos nos dois lados da travessia.

Segundo a controladoria, para tentar resolver a situação, já que a BR Travessias prometeu operar com nova balsa em cerca de 60 dias, em 15 de julho foi feita a requisição administrativa da embarcação da antiga empresa que fazia a travessia. O pagamento deste serviço, segundo o controlador-geral, deverá ser feito pela empresa atual.

Há mais de 50 anos, Guaratuba e Matinhos, são ligadas por meio do ferry-boat. Um dos recursos para a mobilidade do litoral seria a Ponte de Guaratuba, que inclusive já possui edital, publicado no último mês de janeiro.

O investimento estimado é de R$ 3,5 milhões, por meio do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

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