Coopavel nega emissão de cédulas rurais fraudulentas

Jordana Martinez


Após ser condenada pela justiça de São Paulo por emitir cédulas rurais fraudulentas, a Cooperativa Agroindustrial Coopavel se posicionou sobre o caso.

“A COOPAVEL em nenhum momento agiu em conjunto ou em conluio com as empresas OMEGA e DELTA, mas tão somente foi vítima de uma fraude praticada pelo BANCO SANTOS e as empresas DELTA e OMEGA”, diz um trecho da nota divulgada à imprensa.

Condenação

A dívida da cooperativa Coopavel na ação movida pelo banco Banco Santos passa dos R$ 80 milhões. Os processos tramitam no Tribunal de Justiça do estado de São Paulo.

Segundo o tribunal da comarca de Barueri, a Cooperativa emitiu cédulas para duas empresas: a “ômega serviços e participações ltda” com a promessa de “entrega de  13 milhões 337 mil quilos de soja, cerca de 222 mil sacas, no valor de R$ 8.669 milhões de reais’”, e para “Delta Agronegócios Serviços e Participações Ltda”, uma quantia de mais de “5 milhões quilos de soja, cerca de 83 mil sacas, no valor de 4 milhões de reais”. Depois que as empresas conseguiram o empréstimo, o contrato foi cancelado, o que reforça a suspeita de que as cédulas foram alugadas.

 

Confira na íntegra a nota enviada para a imprensa:

“A COOPAVEL, como outras inúmeras empresas de todo o BRASIL, foi vítima de um esquema praticado pelo BANCO SANTOS e seu principal controlador Sr. Edemar Cid Ferreira, no qual consistia em exigir dos clientes do BANCO SANTOS a emissão de CPRs para garantia de contratos de financiamento.

Logo, para a COOPAVEL firmar Contrato de Financiamento, o BANCO SANTOS exigiu para garantia da operação a emissão de CPRs, sendo que após o pagamento dos financiamentos no BANCO SANTOS realizados pontualmente pela COOPAVEL, as CPRs dadas em garantia seriam restituídas para a COOPAVEL.

O funcionário do Banco Santos S.A., Sr. Antonio Malta Neves, encarregado das operações junto à Coopavel, declarou, de livre e espontânea vontade, em data de 2 de fevereiro de 2005, perante a Comissão de Inquérito do Banco Central que:

“… Esclarece, ainda, o depoente que a realização dessas operações com CPRs era, em geral, exigida pelo banco aos produtores e aos emitentes, inclusive a Cooperativa Agropecuária Cascavel Ltda – COPAVEL, como garantia subsidiária”.

Portanto, a COOPAVEL em nenhum momento agiu em conjunto ou em conluio com as empresas OMEGA e DELTA, mas tão somente foi vítima de uma fraude praticada pelo BANCO SANTOS e as empresas DELTA e OMEGA.

A COOPAVEL provou com a declaração do funcionário do BANCO SANTOS, Sr. Antonio Malta Neves, encarregado das operações junto à Coopavel, que era exigido a emissão de CPRs para garantia do financiamento, mas a Justiça entendeu que este fato não exime a responsabilidade da COOPAVEL.

A COOPAVEL está discutindo em juízo a sentença e aguarda julgamento final no Superior Tribunal de Justiça.  Importante dizer, que além da COOPAVEL inúmeras outras empresas e pessoas físicas foram vítimas desta fraude.

Além disso, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra Edemar Cid Ferreira e outros 18 dirigentes do BANCO SANTOS por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta, justamente, porque os gerentes comerciais vinculavam a concessão de empréstimos e financiamentos, com outras operações que deveria o cliente realizar com o banco, caracterizando uma prática ilícita administrativa, civil e penal.”

 

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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