Copel vai inaugurar estrutura de eletropostos de Foz do Iguaçu ao Litoral

Brunno Brugnolo - Metro Curitiba

“Quando lançamos [o projeto] em fevereiro me perguntaram por que estávamos fazendo, se não há veículos ou um volume significativo. Eu disse que não há veículos porque não temos eletropostos e não temos eletropostos porque não temos carros elétricos, é um ciclo vicioso. A estratégia foi para tornar esse ciclo vicioso em virtuoso”, explica o diretor-presidente da Copel Distribuição, Antonio Guetter, ao Metro Jornal, sobre a primeira “eletrovia” do país.

O projeto é classificado dessa forma pois abrange todos os 730 km da BR-277, que corta o Paraná de leste a oeste, desde Paranaguá até Foz do Iguaçu. Ao todo serão 11 unidades para abastecimento de veículos elétricos, ou seja, uma média de um eletroposto a cada 66 km.

Na prática, eles não ficarão todos nesta distância, mas foram bem distribuídos. “Não são mais que 100 km de um a outro, para dar conforto aos motoristas viajarem tranquilos, dá até para escolher”, diz Guetter. Atualmente os poucos veículos elétricos comercializados no país têm autonomia que varia de aproximadamente 150 km até 300 km. Quatro dos 11 postos já estão em funcionamento, sendo dois desde março: no km 3 da rodovia na capital (dentro da sede da Copel) e na agência da Copel em Paranaguá.

O terceiro entrou em funcionamento no final de agosto, no Centro de Recepção de Visitantes da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, e o último semana passada no restaurante Anila, em Irati. Os demais sete (veja acima) devem entrar em funcionamento nas próximas semanas. “Temos como data limite o início de dezembro, mas no fim de novembro todos devem estar operando”, afirma Guetter.

As estações serão todas de carga rápida e por enquanto gratuitas: em cerca de meia hora, variando para mais ou menos dependendo do modelo, 80% da bateria pode ser carregada. “Estamos
em fase de pesquisa e desenvolvimento, incentivando o mercado, mas mesmo que cobrássemos o preço ficaria de quatro a cinco vezes mais barato do que a gasolina”, conta o diretor.

Para Guetter, o setor elétrico está perto de uma grande mudança. “Há mais de 100 anos é a mesma coisa basicamente, só foi crescendo e modernizando, mas o negócio em si não. Vamos ter uma mudança disruptiva. Nos próximos anos teremos uma revolução no transporte individual”, analisou.

No Brasil, três mil unidades de carros híbridos e elétricos foram comercializados no ano passado. Recentemente, o governo anunciou a redução do IPI para o setor.

Previous ArticleNext Article