Coronavírus: veja como fica a situação das escolas e universidades em Curitiba

Redação

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O sistema educacional de Curitiba e do Paraná começou a tomar medidas para evitar o avanço do coronavírus entre alunos, professores e funcionários. A primeira instituição a suspender as aulas -neste domingo- foi a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e, em seguida, a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), a medida segue até o dia 29 de março.

UNIVERSIDADES SUSPENDEM AULAS PARA EVITAR AVANÇO DO CORONAVÍRUS

Na manhã desta segunda-feira (16), outras duas instituições optaram por suspender as aulas. A Universidade Positivo dará continuidade ao ensino de maneira remota até o dia 29 de março. Já o Escola SEB Dom Bosco, suspendeu as aulas -em cinco dias- de uma turma específica.

Segundo o comunicado, um aluno da 8A apresentou sintomas de gripe (sem febre). Depois da identificação do sintoma, a família foi orientada e a escola decidiu pela suspensão das aulas da turma.

A PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) decidiu, após reunião, suspender as as aulas e atividades academias no campus Curitiba a partir da quinta-feira (19). Todas as atividades acadêmicas serão 100% em ambiente digital.

Já em Londrina, Maringá e Toledo as atividades presenciais estão mantidas e a migração para ambiente online acontecerá conforme a evolução dos contágios em cada região. A universidade fez uma página exclusiva para direcionar os alunos, clique aqui!

A  Abepar (Diretoria da Associação Brasileira de Escolas Particulares) orientou as suas associadas a dar início à interrupção gradual das atividades pedagógicas já a partir desta segunda-feira.

SINDICATOS CONVOCAM ASSEMBLÉIA PARA PRESSIONAR ÓRGÃOS

O Sinpes (Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana) e o APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná), em nota, repudiam a atitude das instituições de não suspender as aulas. As duas categorias estão convocando assembléia e greve geral para a próxima quarta-feira (18) para tentar pressionar a suspensão das aulas.

“Além de repudiar a atitude dos dirigentes de IES privadas de Curitiba, o SINPES convoca todos e todas as docentes para assembleia extraordinária, na próxima quarta-feira, dia 18 de março, às 9h, no SINPES (Rua Marechal Deodoro, n. 869, sexto andar), para decidir sobre greve por tempo indeterminado, em defesa da saúde de docentes, estudantes e familiares.”

Já a APP afirmou que especialistas vêm apontando melhores alternativas para evitar maiores prejuízos à população e uma delas seria a suspensão das aulas, evitando aglomeração de pessoas.

“A Direção Estadual da APP-Sindicato fez contato com o Secretário da Educação, Renato Feder, solicitando imediata suspensão do calendário escolar. Tal medida prende-se ao fato da constatação da importância das medidas preventivas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.”

SESA ORIENTA A NÃO SUSPENSÃO DAS AULAS

Neste domingo (15), a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) e a SMS (Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba) orientaram as universidades pela não suspensão imediata das aulas. Os dois órgãos defenderam que, considerando a situação epidemiológica atual de Curitiba e do Paraná, em que há apenas casos importados e não há evidências de transmissão sustentada do novo coronavírus, não está recomendada a suspensão das aulas neste momento.

“As medidas tomadas pelas universidades terão repercussão para toda a sociedade. Precisamos tomar a decisão com base no conhecimento científicos e nas evidências. Não podemos apenas transferir o problema de local. Não adianta suspendermos aulas, e os estudantes irem para shopping, bares, festas e outros locais de aglomeração”, afirmou a secretária Márcia Huçulak.

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