Coronavírus: Curitiba quebra recorde diário de mortes e chega a 167 óbitos

Jorge de Sousa

Covid-19: Curitiba fecha 14 dias com menos de 90% de ocupação nos leitos de UTI

Curitiba registrou nesta quinta-feira (2) o maior número de mortes diárias pelo coronavírus desde o início da pandemia na cidade em 11 de março.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), nas últimas 24 horas foram registrados novos 15 óbitos e 454 casos do coronavírus.

Dessa forma, desde 11 de março foram registrados 5.957 casos confirmados e 167 mortes pela doença na capital paranaense.

Os últimos óbitos foram registrados em nove homens e seis mulheres, sendo que 13 falecimentos acometeram pessoas com mais de 60 anos.

Uma dessas vítimas morreu após sofrer um infarto agudo fulminante em uma UPA de Curitiba, sendo o único óbito fora de um hospital público ou privado nesse boletim.

Também foi registrado um óbito em uma paciente do sexo feminino de 46 anos, que não apresentava nenhum fator de risco. A mulher apresentou os primeiros sintomas no dia 12 de junho, mas só buscou atendimento médico no dia 22.

“Pessoas que apresentam sintomas fiquem em repouso e hidratação adequada, mas se no quinto dia demonstrar algum fator grave como falta de ar, tosse e cansaço vá buscar atendimento e não deixe chegar a um ponto irreversível”, pediu a infectologista da SMS Marion Burguer.

CURITIBA TEM 81% DOS LEITOS DE UTI NO SUS OCUPADOS

No dia em que registrou o maior número de óbitos, Curitiba está com 81% dos 248 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na Rede SUS (Sistema Único de Saúde).

Desses pacientes, 127 já testaram positivo para o coronavírus, sendo que em Curitiba 3.048 pessoas seguem com a doença ativa.

Já a taxa de recuperação segue em queda e chegou a marca de 48,8%, com 2.909 tendo conseguido se recuperar da doença na cidade.

“Nós não estamos vendo uma diminuição na circulação das pessoas. Daqui a duas semanas esses números serão ainda maiores se as pessoas não se conscientizarem em usar as máscaras, fazendo reuniões familiares, ambos totalmente proibidos nessa pandemia”, finalizou Burguer.

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