Coronavírus: Curitiba proíbe serviços de alimentação self-service

Jorge de Sousa

Coronavírus: Curitiba proíbe serviços de alimentação self-service

A partir desta sexta-feira (17) serviços de alimentação self-service estão proibidos de funcionarem em Curitiba enquanto durar a pandemia do coronavírus na cidade.

Com isso, restaurantes, bares, lanchonetes, padarias e outros estabelecimentos que sirvam esse tipo de alimentação terão que mudar seu sistema de serviço apenas para o modelo à la carte ou apenas por delivery e entregas no balcão.

A principal justificativa da Prefeitura de Curitiba é evitar a aglomeração de pessoas em torno dos bufês, além do compartilhamento dos talheres e louças usados para pegar a comida nas tinas.

A Prefeitura de Curitiba inclusive já modificou o sistema disponibilizado nos Restaurantes Populares da cidade, localizados nas regionais Matriz, Capanema, Pinheirinho, Sítio Cercado e CIC. Esses estabelecimentos servem diariamente 4.700 refeições por dia.

ACP PEDE ADAPTAÇÃO E ABRABAR BOM SENSO

As duas principais entidades que defendem os comerciantes de bares e restaurantes mostraram posicionamento diferente sobre a medida adotada pela Prefeitura de Curitiba.

O presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), Fábio Aguayo, defendeu que a Prefeitura de Curitiba deve adotar “bom senso” e flexibilizar a medida para os restaurantes. Aguayo ainda admitiu que pode entrar na Justiça contra a medida.

Já o presidente da ACP (Associação Comercial do Paraná), Camilo Turmina, pediu aos restaurantes e demais comércios afetados que busquem se adaptar a medida, sendo esse um preço a ser pago pela pandemia do coronavírus.

“Muitos desses locais estão servindo agora um PF (Prato Feito). Os restaurantes vão ter que se adaptar a isso, Temos que ir nos adaptando a essa nova realidade do coronavírus. Os restaurantes vão ter mais trabalho, que demanda mais gente, mas é o custo dessa doença. Melhor se adaptar do que brigar.”, pontuou Turmina.

A ACP tem realizado ações de distribuição de máscaras para a população, tendo entregue 3 mil modelos em apenas uma hora na Boca Maldita, em Curitiba. Além disso, Turmina recomendou maior “senso cívico” das pessoas neste momento.

“Vimos 80% das pesssoas saindo dos ônibus sem máscaras. Falta ainda muitos cuidados básicos, especialmente para os usuários do transporte público. Gostaríamos que os ônibus mantivessem somente um assento para cada um. Se o funcionário for pegar o ônibus, que ele possa pegar a segunda lotação. Ele tira uma foto e manda para o lojista e a Vigilância Sanitária”, finalizou Turmina.

Previous ArticleNext Article