Secretário da Saúde do PR e infectologista tiram dúvidas sobre coronavírus

Redação

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Em entrevista à rádio BandNews FM Curitiba na manhã desta sexta-feira (28), o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou que o momento não é de alarde sobre o coronavírus no Paraná. “Nós temos que ter muito cuidado porque, primeiro, o que está acontecendo na China e na Itália…lá é final do inverno e aqui é final do verão. Então, é uma mudança de ares para o vírus e nós estamos ainda aprendendo, para ver como vai ser.”

Beto Preto frisou que o plano de contingência aplicado no Estado está alinhado com o Ministério da Saúde e, por isso, o Paraná sai na frente na prevenção do COVID-19.

“Estamos observando os quadros relatados e assim nós vamos notificando casos suspeitos ou não. O coronavírus, por mais que esteja no radar das notícias, trata-se de uma virose respiratória como tantas outras que nós temos circulando no Brasil”, disse o secretário.

Victor Horácio de Souza Costa Junior, médico infectologista, que também concedeu entrevista a rádio, afirmou que o coronavírus é uma doença grave que está associada a quadros de insuficiência respiratória. “O vírus se apresenta na parcela da população que tem a imunidade comprometida, principalmente em pacientes acima de 60 anos e acima de 80 anos que possuem doença crônica como, por exemplo, a diabete e a insuficiência cardíaca.”

O médico frisou que a desinformação sobre o novo coronavírus é um fator preocupante. “A partir do momento que você tem uma situação delicada, como a que estamos vivenciando hoje, muitas pessoas acabam indo na Internet, selecionando algumas informações, criando notícias e instalando um estado de alarde que não se justifica.”

PREVENÇÃO DO CORONAVÍRUS

Junior relembrou que não existe uma medicação efetiva para combater o COVID-19, mas que a prevenção é um ponto chave para evitar a contaminação. As medidas listadas por ele são:

  • bons hábitos de sono;
  • ficar em ambientes bem ventilados;
  • fazer o uso do álcool gel;
  • boa alimentação;
  • ingestão de água;

O infectologista ainda lembrou que o uso de máscara deve ser feito apenas por pacientes que estão sob suspeita do vírus e que o alarde não é necessário. “Se você utilizar a máscara cirúrgica comum e ficar com ela por 20 minutos, ela já começa a ficar úmida e isso se torna um foco para a proliferação de bactérias e vírus. Então, não é uma medida de prevenção que a gente deva utilizar para toda a população.”

SINTOMAS DO COVID-19

A partir do momento que a pessoa tem contato com o vírus, ela pode ter até 14 dias de incubação para começar a apresentar os sintomas. O infectologista frisou que os sinais variam de acordo com a imunidade da pessoa, por isso, é importante ficar atento aos sintomas como:

  • febre;
  • tosse seca ou produtiva;
  • dor muscular;
  • dor nas articulações;
  • dor de cabeça;
  • insuficiência respiratória;

PERÍODO DE TRANSMISSÃO DO VÍRUS 

A transmissibilidade do COVID-19 começa antes da confirmação do diagnóstico, por isso, pessoas próximas de casos suspeitos também devem devem ficar em observação. A partir do momento que começou os sintomas, a transmissão pode acontecer em até sete dias. Em crianças, o período aumenta 10 dias.

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