Coronel da PM critica repercussão de morte de vereadora carioca

Da CBN CuritibaO Coronel Washington Lee Abe, comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar do Paraná, na r..

CBN Curitiba - 17 de março de 2018, 14:17

Foto: Arquivo AEN
Foto: Arquivo AEN

Da CBN Curitiba

O Coronel Washington Lee Abe, comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar do Paraná, na região oeste do Estado, criticou o que ele chamou de tentativa de transformar a vereadora carioca Marielle Franco em mártir. A opinião foi expressa em uma carta, divulgada por meio do Whatsapp a partir da assessoria do coronel.

Ele questiona a representatividade da vereadora e o alarde em torno do assassinato. No texto, o coronel Lee usa a palavra pessoa entre aspas na seguinte frase:

“E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa ‘pessoa’ intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades?”.

Na carta, divulgada nesta sexta-feira (16), o coronel lembra as mortes de policiais militares durante o serviço e pergunta se os oficiais são mortos por cidadãos de bem. Por fim, ele traz que os policiais têm uma missão muito maior do que o que ele chamou de “essa mesquinharia”.

O partido da vereadora, o PSOL, em Cascavel, publicou uma nota de repúdio nas redes sociais contra as declarações do coronel da PM.

O PSOL avalia que “o comandante, de forma precipitada e inapropriada, tenta inocentar a possibilidade da execução por parte de milícias policiais. Uma nota que peca pela insensibilidade, ofende e demonstra despreparo e falta de isenção ideológica de um Comandante que ocupa alto posto dentro da hierarquia militar do Paraná”.

A publicação ainda cita: “quem transformou Marielle em ‘mártir’ é quem assim a classificou. Ela, o motorista Anderson e suas famílias sofrem um ataque sórdido e desumano em um momento de profunda dor. Um ataque de quem deveria ‘Servir e Proteger, de quem deveria zelar pela vida humana”.

A Polícia Militar, procurada pela reportagem da CBN, informou pela assessoria de imprensa apenas que o Coronel Lee emitiu a opinião dele e que a corporação não vai se manifestar sobre o assunto.