Correios: servidores entram em greve por tempo indeterminado; adesão à greve é de 70% no Paraná

Ana Cláudia Freire


Servidores dos Correios do Paraná entraram em greve por tempo indeterminado, nesta quarta-feira (11).

A decisão foi referendada em assembleias realizadas em todo o Estado, nesta terça à noite (10) e a adesão à greve é de 70% em todo o Estado.

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A reivindicação é por um reajuste que cubra pelo menos a inflação do período (3,25%) e contra o corte de direitos.

Segundo  o sindicato que representa a categoria, o SINTCOM-PR,  o momento exige união total da categoria para que os direitos e empregos não sejam exterminados. São ao todos 36 sindicatos envolvidos em todo o país.

O sindicato afirma ainda que, “a empresa não recebe os trabalhadores para negociar há mais de 40 dias, mas mente dizendo que compareceu a 10 reuniões, ignorando a mediação do TST. Até o momento, a única proposta para a categoria foi um reajuste de 0,8%, frente ao INPC de 3,25% acumulado no período da data-base, além da retirada de direitos históricos que vão impactar nos salários dos trabalhadores com perdas de mais de R$ 7 mil no ano”.

Com a inclusão da estatal no programa de privatizações do Governo Federal, anunciado no final do mês de agosto, os servidores entendem que este é o momento de discutir a importância dos Correios para a sociedade. “Não apenas pelos impactos causados pela paralisação, mas pela necessidade de repensar as relações de trabalho, os problemas reais do povo brasileiro como o desemprego e – principalmente – o projeto de desmonte do Estado que quer destruir o patrimônio público brasileiro”, afirma o SINTCOM-PR .

O sindicato informou que a greve afeta as atividades da Unidade de Tratamento Internacional, que trata das encomendas que vêm do exterior e são distribuídas para todo o país.

Em nota, os Correios afirmaram que a paralisação é parcial e que participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores. Nas ocasiões, foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Ainda segundo a nota, as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.

A nota diz ainda que não há suspensão de nenhum serviço da empresa.

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal