Covid-19: Curitiba chega a 1 mil mortes com aumento de casos ativos

Jorge de Sousa

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Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 174 dias após o início da pandemia da Covid-19 em Curitiba, a cidade chegou a marca de 33.368 casos confirmados e 1.010 mortes pela doença.

E após duas semanas com os índices demonstrando queda nas contaminações pelo vírus, a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, informou que Curitiba voltou a ter a taxa de replicação da Covid-19 acima de 1.

“Nossa taxa de replicação passou para 1,14. Esse é o resultado do comportamento das pessoas, sendo que as consequências são para o coletivo. Porque no caso do vírus decisões individuais impactam em todos”.

A taxa de replicação é o índice que estima a transmissão da doença dentro da cidade. Ou seja, como atualmente o indicativo está acima de 1, cada pessoa contaminada pode transmitir para mais de um indivíduo.

Segundo o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo, Marcelo Ducroquet, a queda nas últimas semanas na taxa de replicação foi um dos principais motivos que levaram a Prefeitura de Curitiba a adotar o regime da bandeira amarela.

“Há duas semanas, quando a prefeitura mudou a bandeira para amarela, constatou queda no índice de pessoas que podem transmitir o vírus. O número que oscilou entre 1,5 e 1,8 durante a pandemia caiu para 0,8 no início desta semana. Isso deu a ideia que estamos em uma fase decrescente, com cada novo ciclo tendo menos pessoas doentes”, avaliou Ducroquet.

Nas últimas 24 horas, foram confirmados novos 396 casos e 13 óbitos pela doença. Ambos os números seguem o padrão das últimas semanas, mas essa alta na taxa de replicação pode ficar visível nos boletins nos próximos 14 dias.

“Então se tiver um aumento na transmissão agora, só veremos daqui a duas, três semanas. O impacto nos números só será sentido em algumas semanas”, completou Ducroquet.

A alta na taxa de replicação já impactou no aumento de casos ativos na capital paranaense. O índice que estava abaixo dos 4 mil contaminados, chegou a marca de 4.210 pessoas que ainda podem transmitir a doença.

“Temos trabalhado incansavelmente para diminuir a marca, mas sem a atitude individual vamos continuar a registrar aumento no número de casos e mortes. Por isso, pedimos que as pessoas reflitam sobre a necessidade de movimentação nesse feriado, para que não possamos voltar a bandeira laranja”, finalizou Huçulak.

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