Covid-19: Curitiba passa a marca de 18 mil casos e 500 mortes

Jorge de Sousa

Covid-19: Curitiba quebra a marca de 23 mil contaminados

140 dias após o primeiro caso da Covid-19 em Curitiba, a capital paranaense chegou a marca de 18.131 casos e 504 óbitos pela doença.

Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde nesta quarta-feira (29).

Também foram confirmados novos 411 casos e 13 óbitos, sendo que todas essas mortes ocorreram nas últimas 24 horas.

Cinco desses óbitos foram registrados em pacientes com menos de 60 anos, sendo que uma mulher de 30 anos e um homem de 50 anos não apresentavam comorbidades graves.

Nesta quarta-feira, 88% dos 345 leitos de UTI em Curitiba estão ocupados, registrando pela primeira vez nos últimos sete dias um índice abaixo dos 90% de lotação.

Também registrou queda o número de pacientes com a Covid-19 na capital paranaense, com 6.094 pessoas tendo a possibilidade de transmitir o vírus na cidade.

SECRETÁRIA EXPLICA CONFISCO DE REMÉDIOS EM CURITIBA

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, explicou que o confisco de remédios em clínicas de estética em Curitiba foram feitos seguindo decreto estadual.

“A partir disso nossa Vigilância Sanitária por meio de denúncias foi até essas clínicas estéticas que estavam funcionando contra as recomendações desse decreto. Não há nenhuma caça às bruxas e sim um momento que toda sociedade precisa colaborar”, pontuou Huçulak.

Ainda segundo a secretária, é de responsabilidade dos hospitais a disponibilidade dos medicamentos para entubação de pacientes em UTIs.

“A Prefeitura está auxiliando com a preocupação de que ninguém pereça pela doença, assim como o Governo do Paraná está buscando junto do Ministério da Saúde o abastecimento desses medicamentos”, finalizou Huçulak.

DR. JAMAL QUER VOLTAR A TRABALHAR, APÓS COVID-19

Quem também participou da live da Secretaria Municipal da Saúde foi o médico Jamal Munir Bark, um dos primeiros pacientes contaminados pela Covid-19 em Curitiba.

Bark ficou 50 dias internado no Hospital Marcelino Champagnat, grande parte deste período em estado grave em um leito de UTI no local.

“A vida é uma linha bem tênue, eu fiquei bem no meio dessa linha, com a graça de Deus e dedicação da equipe de saúde eu vim para o outro lado, mas quase passei para o outro. Essa é uma doença grave e sistêmica, por isso quem puder ficar em casa, que fique em casa”, avaliou o médico.

Ainda no processo de reabilitação da Covid-19, Bark quer voltar a trabalhar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Boqueirão.

“Nos primeiros dias eu senti falta de paladar e olfato, mas não tive nenhum problema neurológico. Depois com a fisioterapia eu fui melhorando. Se tudo der certo, logo eu quero voltar ao trabalho”, encerrou Bark.

Previous ArticleNext Article