Paraná conta com aviões e helicóptero no transporte da vacina contra a covid-19

Redação

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O governo do Paraná apresentou a estrutura de transporte que será usada na logística de distribuição das vacinas contra a covid-19. Além da frota de caminhões, serão usados três aviões e um helicóptero para distribuir os imunizantes de forma mais ágil.

O transporte para o interior do Estado será feito por rotas aéreas, atendendo mais de uma Regional da Saúde por viagem. Nesse cenário, a expectativa é que as aeronaves tenham deslocamentos maiores.

O tempo estimativo para que todos os 399 municípios sejam abastecidos é de 48 a 72 horas. “O helicóptero, por exemplo, pode ser utilizado para chegar em locais de difícil acesso. Será um serviço de excelência, com a vacina chegando o mais rapidamente possível para a população”, projeta o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Welby Pereira Sales.

Segundo ele, o Paraná vai se aproveitar das experiências adquiridas no transporte de órgãos para transplante e dos testes de covid-19. “Só no ano passado foram 500 horas/voo, garantindo agilidade e rapidez”, completou Sales.

Além das aeronaves, o governo estadual conta com quatro caminhões com baús refrigerados, todos monitorados por satélite, para distribuição das vacinas. Cada veículo tem capacidade de transportar aproximadamente 228 mil frascos do imunizante em viagens mais curtas, como por exemplo o deslocamento para cidades mais próxima de Curitiba.

Para fechar, outros nove caminhões estão focados no transporte de luvas, seringas, agulhas, máscaras e aventais, entre outros itens.

PARANÁ DEVE RECEBER MAIS DE 100 MIL DOSES DE VACINAS CONTRA A COVID-19

(Geraldo Bubniak/AEN)

A vacinação será feita no Paraná conforme o PNI (Plano Nacional de Imunização) elaborado pelo governo federal.

A estimativa é o recebimento de 100 mil doses dos dois milhões de vacinas nesse primeiro repasse do Ministério da Saúde. O imunizante é o que foi desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, que será importando do Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção da vacina na Índia, pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Além disso, o governo estadual ainda tenta receber outras 300 mil doses da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac.

As duas vacinas terão o uso emergencial aprovado, ou não, em reunião dos diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) neste domingo (17).

A expectativa é que as vacinas comecem a ser aplicadas nos profissionais de saúde. Segundo a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), o grupo prioritário é formado por 272 mil profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19, índios com mais de 18 anos e idosos que vivem em asilos e casas de repouso.

“Será um processo que deve durar o ano todo, de forma escalonada conforme forem chegando as vacinas. Mas a ideia é conseguir imunizar o grupo de risco em até 90 dias e quatro milhões de paranaenses até o fim de maio”, diz Beto Preto.

Conforme o último boletim, o Paraná acumula 488.801 casos confirmados e 8.902 mortes por covid-19.

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