Covid: Curitiba acredita que retardatários da vacinação são aqueles que escolhem imunizante

Mirian Villa

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Todos os dias os chamados “retardatários da vacinação”, aqueles que não conseguiram receber a vacina no dia programado, obtém a primeira dose do imunizante contra a Covid-19 em Curitiba através da repescagem.

Esses casos deveriam ser pontuais, de pessoas que não puderam comparecer no dia definido para a sua idade por algum problema de saúde ou pessoal.

Porém, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) acredita que muitos dos “atrasados” são aqueles que aguardam para se vacinar com um fabricante de sua preferência. Alguns chegam a peregrinar entre os pontos de vacinação para perguntar qual é o imunizante aplicado no local.

Esses casos, infelizmente, não acontecem exclusivamente na campanha de vacinação de Curitiba. Diversas cidades brasileiras registram ocorrências como essas, de pessoas que chegam no local de vacinação, se informam sobre qual vacina está sendo aplicada e se não é a desejada, retornam no outro dia.

Atitudes como essas, segundo a Prefeitura, limitam a vacinação contra a Covid-19 da população geral. Nesta quarta-feira (7), por exemplo, o atendimento foi reduzido para pessoas de 41 anos completos e 42 anos que não se vacinaram no dia programado.

“Para garantir que não falte doses ao público-alvo programado para o dia, a SMS limitará o atendimento aos 41 anos completos e aos 42 anos. Assim que nova remessa de doses chegarem, serão prorrogadas repescagens.”

Na tarde de ontem, Curitiba publicou nas redes sociais (veja abaixo) um manual para descobrir qual é a melhor vacina para você, uma maneira de conscientizar aqueles que insistem em escolher o imunizante.

“Todas as vacinas aplicadas em Curitiba contribuem para reduzir casos graves e que geram hospitalização e mortes por covid-19. As vacinas utilizadas são seguras, aprovadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e liberadas pela ANVISA.”

Na última segunda-feira (5), um projeto de lei foi protocolado na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), pela deputada Cristina Silvestre (Cidadania), que pode formalizar o envio de pessoas para o fim da fila de vacinação contra a Covid-19 caso haja recusa das doses disponíveis.

Segundo o texto, o cidadão deverá assinar um termo de compromisso que formaliza a recusa e, desse modo, será enviado para o fim da fila do calendário de vacinação da Covid-19. O projeto segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

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