Cratera de 15 metros leva insegurança a moradores de Londrina

Uma cratera, de pelo menos 15 metros, se abriu em uma rua no conjunto Santa Rita VI, na Zona Oeste de Londrina, no Norte..

Andreza Rossini - 21 de junho de 2016, 12:53

Uma cratera, de pelo menos 15 metros, se abriu em uma rua no conjunto Santa Rita VI, na Zona Oeste de Londrina, no Norte do Paraná. O problema foi causado pelo rompimento de galerias de água da chuva e, segundo a prefeitura, não há nada que possa ser feito para recuperar as galerias.

Ela fica próxima à nascente do Ribeirão Quati. É possível ver pedaços de concreto e o dissipador de energia das redes de galerias pluviais, ao fundo da cratera. A estrutura das galerias não suportou a quantidade de água e as chuvas facilitaram a erosão de terra no local.

De acordo com o morador Eurico Domingues, só é possível passar por um pequeno espaço da rua que não está tomado pela cratera, inclusive de carro. "Medo nós temos, mas vamos fazer o quê? Temos que passar. Quando chove tem muita água, parece uma cachoeira", afirmou em entrevista à TV Tarobá.

Representantes das secretarias municipais de Obras e Pavimentação e Meio Ambiente, Defesa Civil e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) fizeram uma vistoria recente no local. A cratera vem se

formando há oito anos e ,devido as chuvas que atingiram o estado nos últimos dias, os moradores afirmam que ouviram novos deslizamentos de terra.

De acordo com Ronaldo Siena, chefe regional do IAP a obra de recuperação deve ser planejada com cautela. "A princípio o que nós vemos lá, é que tem que ser feito o desvio do lançamento daquela água no ponto onde era lançada: lançar abaixo daquele ponto e fazer um plano de recuperação de áreas degradadas para poder recuperar aquela área", afirmou à TV Tarobá. "Tem que ser feita uma contenção de baixo para cima e não apenas jogar material para fechar a cratera, isso pode causar novo transtorno", disse.

O Secretário Municipal de Obras e Pavimentação, Valmir da Silva Matos, afirmou à Tarobá que as galerias pluviais se romperam devido à instalação de um aterro em uma região mais alta, o que deixa impossível reconstruir as galerias naquele local.