Por limitação de vacinas, Curitiba deve paralisar vacinação nesta sexta

Redação

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A Prefeitura de Curitiba deve paralisar, de forma temporária, a vacinação contra a covid-19 na próxima sexta-feira (19). A expectativa da SMS (Secretaria Municipal da Saúde) é que acabe o estoque das doses das vacinas já recebidas para serem usadas na primeira aplicação.

Até o momento, Curitiba recebeu 65.250 doses de vacina (44.870 doses da CoronaVac e 20.380 da vacina de Oxford/AstraZeneca) para serem usadas na primeira aplicação dos grupos prioritários.

Até ontem (15), 55.307 pessoas já receberam a primeira dose. Veja quem são:

  • 42.714 profissionais dos serviços de saúde da cidade, incluindo as equipes de vacinação;
  • 7.749 idosos;
  • 4.771 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência;
  • 73 indígenas;

Vale lembrar que Curitiba já iniciou a aplicação da segunda dose da vacina na última quarta-feira (10), em instituições de longa permanência. Para essa fase da vacinação, a capital paranaense conta com 23.160 vacinas que estavam reservadas no Cemepar (Centro de Medicamentos do Paraná). Profissionais de Saúde passaram a receber a segunda dose ontem.

PARANÁ TEM ESTOQUE COM 92 MIL DOSES

Em nota, a Sesa (Secretaria de Estado do Paraná) afirma que ainda não há previsão do recebimento de novas doses por parte do governo federal. Além disso, informou que 92 mil doses, destinadas à segunda aplicação, serão enviadas aos municípios na semana que vem.

O Paraná tem ainda cerca de 92 mil doses para a aplicação da D2, referentes aos lotes 3 e 4 que recebeu do MS. As doses serão encaminhadas aos municípios na semana que vem. O Estado já recebeu 538.900 doses. 

Ainda não há desabastecimento de vacinas, uma vez que estão sendo aplicadas ainda as segundas doses. O Paraná aguarda a remessa de novo lote pelo MS.

GRECA REAFIRMA DESEJO DA COMPRA DE VACINAS

Em entrevista ao Paraná Portal na última sexta-feira, o prefeito Rafael Greca (DEM) reforçou o desejo de compra das vacinas contra covid-19 pelo munícipio, o que ainda não é permitido no Brasil. Segundo ele, a cidade conta com um fundo de emergência que dispõe hoje de cerca de R$ 500 milhões.

“Quero comprar vacina, mas o mundo e o Brasil não me deixam. Não acho inteligente isso. O Brasil merecia um grande mutirão de imunização, permitisse que as empresas, governos locais e o governo federal comprassem vacinas, sendo todas condicionadas ao plano nacional de imunização. O Brasil tem que focar na compra das vacinas”, disse ele.

Clique aqui e confira a íntegra da entrevista.

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