“Explosão” dos casos de coronavírus pode piorar em Curitiba, diz secretário da Saúde

Redação

Governo do Paraná notifica 134 municípios para o cumprimento de decreto sobre coronavírus

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, disse nesta segunda-feira (15) que a situação do coronavírus pode piorar em Curitiba e que o fechamento e a reabertura dos setores – que resultaram na bandeira laranja definida pela prefeitura – foram prematuras. Conforme o último boletim, são 1.777 casos e 78 óbitos.

“Em Curitiba, especificamente, essa explosão em número de casos, em algum momento, pode piorar. Mas eu tenho certeza que as medidas estão sendo tomadas. Uns 60 dias atrás, tivemos a abertura indiscriminada do comércio também, antes da questão dos shoppings, e isso acabou gerando mais movimento nas ruas. Foi prematuro o fechamento, foi prematuro a reabertura”, disse o secretário da Saúde em entrevista à RPC, nesta segunda-feira (15).

Em seguida, Beto Preto tentou amenizar a crítica e disse que o governo estadual atua como um parceiro dos municípios para orientação durante a crise da Covid-19.

“Mas isso com muito respeito, que cada gestor tem sua autonomia determinada pelo STF. Não adianta a gente querer concorrer em fechar ou abrir. Temos que orientar tecnicamente e cientificamente,o Estado é parceiro dos municípios”, completou.

Em meio, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, admitiu, em entrevista à CBN Curitiba, que cedeu à pressão popular para adotar as medidas restritivas contra a Covid-19.

Beto Preto também comentou sobre o alerta feito pelo Clóvis Arns, infectologista e presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) neste domingo (14), dizendo que o Paraná vai enfrentar a pior semana da pandemia.

“O doutor Clóvis é uma autoridade e é muito respeitado por tudo que ele fala”, avaliou, garantindo a respeitabilidade de Arns.

Vale lembrar que além dele, o Conselho Regional de Medicina também emitiu alerta à população para a semana.

LOCKDOWN REGINAL É AVALIADO PELO GOVERNO DO PARANÁ

O secretário de Saúde, Beto Preto, também falou sobre o “lockdown regional”, analisado há algumas semanas pelo governo estadual. Na ideia da administração estadual, a ideia seria decretar lockdown nas regiões com as situações mais críticas do coronavírus no Paraná. Ainda não há uma definição sobre o tema, mas o estudo segue sendo feito.

“Ainda não há [uma decisão], mas estamos analisando números. Lockdown é bem agressivo e atinge todas as atividades. São 14 dias, não se faz lockdown de dois a três dias, então essa decisão tem de ser tomada com bastante sensibilidade para não afetar efetivamente a região e também cortar a possibilidade da transmissão”, diz.

Beto Preto ainda disse que o governo estadual está escalonando as atividades dos setores terceirizados, mas que é preciso de envolvimento do setor privado. Por fim, ele reforçou as medidas de higiene e prevenção para evitar a proliferação do coronavírus, como o distanciamento social, uso da máscara e de álcool gel.

“Não tem remédio, não tem vacina. É proteção”, completa.

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