Curitiba pode receber fábrica da Fiocruz de remédios contra câncer

Representantes da Fiocruz se reuniram com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca para discutir a instalação de uma fábrica de produção remédios contra o câncer.

Redação - 19 de abril de 2022, 22:02

Ricardo Marajó/SMCS
Ricardo Marajó/SMCS

Representantes da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) se reuniram com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM) nesta terça-feira (19) para discutir a instalação de uma fábrica de produção de vacinas de vetor viral e remédios contra doenças autoimunes, como o câncer.

Essa é uma iniciativa inédita da Fiocruz, com o projeto em Curitiba sendo o primeiro da Fundação no Brasil.

“Curitiba está de portas abertas para este projeto. É um momento relevante para a cidade, que agora começa a caminhada para uma fábrica de vacinas, para o bem de Curitiba, do Paraná, do Brasil e da humanidade”, analisou Greca.

Para a construção de duas plantas na CIC (Cidade Industrial de Curitiba), a Fiocruz planeja investir R$ 100 milhões. Uma das fábricas iria produzir vacinas e insumos para terapias a partir de terapia gênica, enquanto a outra seria direcionada para medicamentos para doenças autoimunes a partir de proteínas terapêuticas.

A Fiocruz tem trabalhado durante a pandemia da Covid-19 em diversas frentes no combate a doença, entre elas na produção de parte das vacinas AztraZeneca no Brasil.

A sede da Fundação em Curitiba se destacou na produção nacional de testes para Covid-19, com a produção de dez milhões do tipo RT-PCR e 37,5 milhões de teste de antígeno, em parceria com o IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná).

“O Brasil ainda não tem nenhuma fábrica que faça essa produção em biotecnologia. A pandemia mostrou que ter a produção local é fundamental para o país. Vamos trazer essas duas plantas, em um arranjo estratégico entre a Fiocruz, o Tecpar e a Prefeitura de Curitiba para colocar a cidade na vanguarda também nesse campo”, explicou o vice-presidente de Produção da Fiocruz-PR, Marcos Krieger. 

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