Curitiba fecha 2021 com mais chuvas, mas índice ainda está abaixo da média

Aos poucos a chuva volta a fazer as pazes com a Capital paranaense. Após uma severa estiagem, que culminou com a formali..

Redação - 04 de janeiro de 2022, 10:47

Gilson Abreu/ANPr
Gilson Abreu/ANPr

Aos poucos a chuva volta a fazer as pazes com a Capital paranaense. Após uma severa estiagem, que culminou com a formalização da situação de emergência hídrica em maio de 2020, a cidade dá sinais de caminhar para um estágio de normalidade.

O acumulado de chuva em 2021 ficou em 1.091 milímetros em Curitiba, ainda abaixo da média histórica, de 1.416,6 mm, mas com indicadores mais próximos da realidade.

Os níveis das barragens que abastecem a população da Região Metropolitana de Curitiba, por exemplo, subiram consideravelmente. Se no período mais crítico da seca, em meados de 2020, o volume médio dos reservatórios chegou a bater na casa dos 30%, atualmente aponta para 67,65% – Iraí (64,95%), Passaúna (58,96%), Piraquara 1 (75,82%) e Piraquara 2 (86,38%), de acordo com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná).

Elevação de mais de 100% diretamente relacionada às precipitação de água. A Capital superou a média histórica de chuvas em quatro oportunidades no ano passado – janeiro (+9%), maio (+39%), agosto (+26%) e outubro (+7,5%).

Em outros três meses ficou bem próximo ao ideal – março (84%), junho (89%) e dezembro (94%). O levantamento é do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

Por parte da Sanepar, com a implementação do rodízio no abastecimento que, em alguns momentos, foi mais rígido – atualmente o modelo em vigor é de 60 horas com água e interrupção de 36 horas, processo retomado nesta terça-feira (4) após a suspensão a partir de 23 de dezembro para as celebrações de fim de ano.

A Sanepar alerta, contudo, que apesar do cenário mais favorável, o Paraná segue em calamidade hídrica – em dezembro choveu muito pouco na parte Oeste do Estado. Por isso, reforça o pedido para o uso correto da água, sem desperdícios, com priorização da alimentação e higiene pessoal.

A orientação para redução do consumo também faz parte do Decreto n. 9.989, de 22 de dezembro, que ampliou a condição de emergência hídrica para todo o Estado. O documento também diz que é necessário priorizar a água para o abastecimento público, em detrimento a outros usos.

QUANTITATIVO DE CHUVA EM CURITIBA EM 2021:

JANEIRO:

Volume do mês: 194,6 mm

Média histórica: 178,5 mm

Porcentual: 9%

FEVEREIRO:

Volume do mês: 78,2 mm

Média histórica: 147,9 mm

Porcentual: 52,8%

MARÇO:

Volume do mês: 107,6 mm

Média histórica: 128,1 mm

Porcentual: 84%

ABRIL:

Volume do mês: 8,8 mm

Média histórica: 81,6 mm

Porcentual: 10,7%

MAIO:

Volume do mês: 116 mm

Média histórica: 83,5 mm

Porcentual: 39%

JUNHO:

Volume do mês: 96,4 mm

Média histórica: 108,1 mm

Porcentual: 89%

JULHO:

Volume do mês: 14,6 mm

Média histórica: 92,4 mm

Porcentual: 15,8%

AGOSTO:

Volume do mês: 104,4 mm

Média histórica: 82,7 mm

Porcentual: 26%

SETEMBRO:

Volume do mês: 53 mm

Média histórica: 123,1 mm

Porcentual: 43%

OUTUBRO:

Volume do mês: 161,2 mm

Média histórica: 150 mm

Porcentual: 7,5%

NOVEMBRO:

Volume do mês: 36,2 mm

Média histórica: 113,7 mm

Porcentual: 31,8%

DEZEMBRO:

Volume no mês: 120 mm

Média histórica: 127 mm

Porcentual: 94%