Curitiba flexibiliza medidas contra a covid-19 em novo decreto; veja o que muda

Redação

Curitiba covid-19 boletim sábado

A Prefeitura de Curitiba publicou um novo decreto nesta quinta-feira (4) flexibilizando as medidas de combate à pandemia da covid-19 na cidade. Entre as principais mudanças está a autorização para estabelecimentos comerciais e de serviço, além de casas noturnas e espaços para eventos, funcionarem com sua capacidade máxima.

O Decreto nº 1850 tem validade de 15 dias, segundo a prefeitura.

O texto da nova normativa também autoriza o consumo local em tabacarias, que estava suspenso. Fica permitida ainda a comercialização de bebidas alcoólicas em eventos esportivos com público externo, assim como em apresentações teatrais e musicais em ambientes abertos.

Todos esses serviços e atividades devem seguir as orientações e protocolos sanitários de prevenção ao novo coronavírus.

O uso da máscara de proteção permanece obrigatório na Capital.

“A covid ainda existe e tende a permanecer. Por isso, ainda não é seguro tirar todas as medidas de uma única vez”, explicou a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak.

Restrições e cuidados de prevenção

O novo decreto publicado hoje pela prefeitura estabelece que o consumo de bebidas alcóolicas em vias públicas, salvo em feiras livres e de artesanato, permanece restrito.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) orienta que, em ambientes públicos ou compartilhados fora do ambiente familiar, o consumo de alimentos e bebidas seja feito fora de aglomerações, haja vista que se trata de um momento em que a máscara é retirada.

Todos os estabelecimentos deverão cumprir o Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba e as orientações, protocolos e normas da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e das demais Secretarias e entidades competentes.

Melhora nos indicadores da covid-19 na Capital

Segundo a Prefeitura de Curitiba, a nova normativa de controle e prevenção da covid-19, válida pelos próximos 15 dias, aproxima a rotina dos moradores da Capital ao cenário pré-pandêmico.

Embora mantida a obrigatoriedade do uso da máscara, o decreto reduziu ao mínimo as restrições de circulação. Segundo a prefeitura, as flexibilizações foram definidas a partir da análise epidemiológica dos indicadores da pandemia na cidade.

O Comitê de Técnica e Ética Médica da SMS avaliou os indicadores epidemiológicos apresentaram melhora contínua desses dados ao longo do período da bandeira amarela, iniciada em 7 de julho.

A nota da bandeira fechou em 1,53 na semana de 26 de outubro a 2 de novembro, a mesma do período anterior (entre 19 de outubro e 25 de outubro).

O número diário de casos novos apresentou queda de 6,3% nos últimos 14 dias. O número de óbitos por data de divulgação também apresentou redução no mesmo período, de 43,2%. Também teve queda de 20,1% o número de casos ativos.

A taxa de retransmissão do vírus, que indica o número de novos contaminados por cada pessoa que estiver na fase ativa da doença permanece em 0,81. O indicador abaixo de 1 demonstra desaceleração da pandemia.

Mesmo com a retomada de outros atendimentos eletivos e emergenciais eletivos, as taxas de ocupação dos leitos exclusivos para covid-19 seguem baixas. Nesta quarta-feira (3) taxa de ocupação as UTIs foram de 44% de ocupação, com 77 pacientes, enquanto nos leitos clínicos a taxa foi de 50% (76 internados).

“São quatro meses em que os números da covid-19 estão em uma queda consistente, o que corrobora para testarmos, nos próximos 15 dias, essas flexibilizações. Seguiremos atentos aos indicadores para assegurar que a cidade está no caminho certo”, explicou a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak.

Veja como ficam as principais atividades em Curitiba

Atividade suspensa

  • Consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas, salvo em feiras livres e de artesanato.

Atividades liberadas com uso obrigatório de máscara e respeitando a capacidade de público prevista no Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB)

  • Atividades comerciais de rua não essenciais, galerias, centros comerciais e shopping centers;
  • Atividades de prestação de serviços não essenciais, tais como escritórios em geral, salões de beleza, barbearias, atividades de estética, saunas, serviços de banho, tosa e estética de animais, floriculturas e imobiliárias;
  • Academias de ginástica e demais espaços para práticas esportivas individuais e coletivas;
  • Restaurantes, lanchonetes, panificadoras, padarias, confeitarias e bares;
  • Lojas de conveniência em postos de combustíveis;
  • Comércio varejista de hortifrutigranjeiros, quitandas, mercearias, sacolões, distribuidoras de bebidas, peixarias, açougues, e comércio de produtos e alimentos para animais;
  • Mercados, supermercados, hipermercados e lojas de material de construção;
  • Feiras livres;
  • Parques infantis e temáticos;
  • Feiras de artesanato, cinemas, museus, circos e teatros para apresentação musical ou teatral;
  • Casas de festas e de recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet, salões de festas em clubes sociais e condomínios e estabelecimentos destinados ao entretenimento, tais como casas de shows, casas noturnas e atividades correlatas;
  • Eventos corporativos, de interesse profissional, técnico e/ou científico, como jornadas, seminários, simpósios, workshops, cursos, convenções, fóruns e rodadas de negócios;
  • Mostras comerciais, feirões e feiras de varejo;
  • Serviços de call center e telemarketing;
  • Igrejas e templos;
  • Eventos esportivos profissionais com público externo e de apresentação teatral ou musical em espaços abertos.

 

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