Com frio intenso, Curitiba registra recorde no atendimento a moradores de rua

Redação

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Os abrigos da prefeitura de Curitiba bateram recorde de atendimentos neste final de semana devido ao frio intenso. Foram 2.245 atendimentos, de sexta-feira a domingo (28), a moradores de rua, que puderam dormir em camas com cobertores, tomar banho quente, receber roupas e se alimentar.

Entre os três dias, o domingo teve recorde com 780 pessoas abrigadas. Para se ter noção, foi um crescimento de 43,12% em relação ao recorde do ano passado – 545 pessoas abrigadas no dia 19 de agosto.

Segundo a prefeitura, em dias em que a temperatura é “normal”, a média de procura é de 350 pessoas.

“O aumento de pessoas acolhidas nos abrigos é fruto do trabalho desenvolvido pela Fundação para proteger as pessoas que vivem em situação de rua do frio intenso e também do risco de contaminação pelo novo coronavírus”, explica o presidente da FAS, Fabiano Vilaruel.

ORIENTAÇÃO CONTRA A COVID

Além do abrigo, uma equipe da FAS fez um mutirão com pessoas que estavam nas casas de passagem Jardim Botânico e Plínio Tourinho, na Praça Solidariedade, para orientar sobre os riscos da covid-19 e a importância do isolamento social.

“De 150 pessoas que participaram das orientações, 57 foram encaminhadas para hotel social e dez decidiram ficar em acolhimento, sem voltar às ruas”, conta Vilaruel.

160 PESSOAS NEGARAM ACOLHIMENTO EM CURITIBA

Apesar do frio, 160 pessoas se recusaram a seguir com as equipes para as unidades de acolhimento e preferiram ficar nas ruas. Outras quatro foram encontradas debilitadas e foram encaminhadas para unidades de pronto atendimento.

Com sintomas gripais, duas pessoas foram levadas para unidades de isolamento e nove foram acolhidas nos abrigos onde existem canis, por estarem com cães de estimação. O Conselho Tutelar foi acionado para atender dois jovens menores de idade.

Do total de atendimento feitos no fim de semana, 1.400 foram a pessoas que são atendidas permanentemente nas unidades de acolhimento institucional e hotéis sociais do município, onde moram até que consigam a autonomia necessária para deixar as ruas.

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